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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Download de seriados via internet influencia canais por assinatura no Brasil


Internautas brasileiros têm acesso aos episódios poucas horas depois da exibição no país de origem

A febre dos seriados na internet vem provocando ao longo dos anos o crescimento de um novo segmento de sites e blogs brasileiros, dedicados exclusivamente a produzir conteúdo relacionado a seriados e a incentivar debates entre os fãs. Atualmente essas páginas inverteram a situação e passaram a incentivar internautas a buscarem novas produções, de tal forma que os próprios canais por assinatura brasileiros estão os utilizando para a divulgação dos seriados que transmitem.

O blog  Série Maníacos é um exemplo de site bem sucedido do segmento no Brasil, com mais de 1,5 milhão de acessos mensais, fazendo também parcerias com os grandes canais por assinatura na divulgação de séries. Grande parte dos frequentadores desse tipo de site assistem seriados no computador e não na televisão. Os internautas têm acesso aos episódios poucas horas depois da exibição no país de origem.

Como efeito direto, nos últimos anos, em um processo lento e progressivo, pôde-se perceber que o lançamento de episódios inéditos na TV brasileira está cada vez mais próximo da data de transmissão no canal original. As emissoras também criaram sites para fãs dos seriados, mas eventualmente acabaram cedendo aos já existentes. “Os blogs de séries mais antigos já possuíam uma base de leitores infinitamente superior, e como mais acessos do qualquer hot site dos canais”, afirma Michel Arouca, redator e editor do blog Série Maníacos.

Ao firmar parcerias com os portais da internet, as emissoras demonstram que estão dispostas a conviver com a internet ao invés de combatê-la. Michel Arouca considera que, de fato, a internet contribui, mas de outras formas: “o público que faz download costuma consumir outras mídias mesmo baixando os episódios gratuitamente. DVD, Blu-Ray, CD, iTunes. Sem falar que muitos também assinam a TV a cabo”. “De um jeito ou de outro, as pessoas que baixam séries costumam dar retorno financeiro”, conclui.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Internautas brasileiros democratizam seriados de todo o mundo


A produção independente de legendas contribui na popularização de produções internacionais no Brasil, via internet.

Tudo começou com a criação de fóruns e portais onde fãs de seriados poderiam compartilhar seus comentários e teorias sobre as tramas que os empolgassem. Com o tempo, os frequentadores dessas comunidades perceberam que, para tirar suas séries favoritas do anonimato e apresentá-las aos amigos que não sabiam inglês, eles deveriam legendar as séries. Foi a partir dessa necessidade que surgiram as primeiras equipes de legenders: internautas que produzem legendas em português para suas series favoritas, gratuitamente.


A ação dos legenders contribuiu para a popularização dos seriados na internet, a tal ponto que atualmente essa atividade não é vista com bons olhos pelas grandes produtoras e canais por assinatura brasileiros. “Nossa atividade não é bem vista”, declara Paniago, estudante e legender de 17 anos que por motivo de segurança não revelou o nome. Fazendo parte da equipe InSubs, Paniago realça que a atividade não tem nenhum fim lucrativo e que o único objetivo das equipes de legenders é “proporcionar àqueles fãs que não sabem inglês, a oportunidade de assistir a querida série”.

Muitos dos fãs se seriados concordam que várias vezes a legenda dos legenders é melhor do que as feitas pelas produtoras. Para Paniago, o que mais influencia nessa diferença é o fato de serem os próprios fãs que estão produzindo as legendas. As equipes de legenders e a comunidade de pessoas que assistem seriados no computador têm um bom relacionamento. A declaração de Paniago sobre como ele se inseriu na atividade explica porque as equipes de legenders tendem a crescer: “Eu sempre assistia e aparecia o apelido dos membros e da equipe (que fez a legenda). Aquilo me despertou a vontade de conhecê-los e foi assim que tudo começou”.

A equipe InSubs, que inclui Paniago, é uma de várias equipes, que contam com membros todos os cantos do mundo. Existente desde julho de 2007, conta hoje com 58 membros e já produziu legendas para mais de 150 produções, sendo aproximadamente 3200 legendas. Com um total de downloads que beira a 2 milhões, a equipe sobrevive somente da dedicação dos membros que, além de democratizar as produções internacionais, também buscam melhorar e praticar seus conhecimentos de outras línguas. “Acho que o que nos mantém é a gratidão dos fãs e a vontade de sempre aprender mais a cada legenda”, confirma Paniago.

Curso de jornalismo da PUC Goiás destaca a importancia do estágio


Coordenador de Estágio do curso de jornalismo da universidade busca valorização da disciplina e atividade pelos estudantes.

Quando um aluno de jornalismo começa a disciplina de Estágio Supervisionado, ouvem-se vários questionamentos sobre a real necessidade de passar por essa matéria. Para alguns, passar por um estágio já é certeza de aprendizado, mesmo que não haja nenhum tipo de monitoria ou preparo, o que nem sempre é verdade. Se um estudante e uma empresa não se portar adequadamente, o processo de aprendizado fica comprometido e, conseqüentemente, a real relevância desse futuro profissional no mercado se torna incerta.

O professor e Coordenador de Estágio da faculdade de Jornalismo da PUC Goiás, Antônio Carlos Cunha, explica que no estágio o estudante “ganha dimensão de questões próprias do ambiente de trabalho do jornalista. Questões que por mais que nós falemos em sala de aula, muitas vezes é preciso vivenciar para poder ter uma compreensão plena”. Porém, o coordenador acredita que a postura do estudante no campo de estágio é a única forma de definir se essa vivência diária vai ou não facilitar sua adaptação ao mercado.  Essa é a maior função da disciplina de estágio, preparar o estudante para conviver com o ambiente jornalístico profissional.

Antônio Carlos esclarece que, em sala de aula, os professores da disciplina trabalham a Lei de Estágio, que regula a atividade, e explicam aos estudantes quais atitudes são ou não abusivas por parte da empresa e por parte dos estagiários. A postura ética e profissional é tema recorrente nas aulas. Os alunos também são acompanhados através de relatórios, que devem conter declarações dos responsáveis por acompanhar o estagiário na empresa, dos estudantes e por fim dos professores da disciplina.

Todo esse acompanhamento tem se mostrado produtivo, na medida em que a monitoria dos professores coíbe atitudes não condizentes com a atividade, tanto por parte das empresas, quanto pelos estudantes. Além disso, sendo mais bem preparados, grande parte dos estagiários garantem contratações ou boas recomendações por parte das empresas. “O estágio é uma oportunidade para os alunos demonstrarem suas habilidades, mas pode fechar portas se os estudantes levarem para o estágio uma postura (ética e profissional) não condizente com o mercado”.

Jogadores e técnicos falam sobre resultado do Superclássico


Seleção canarinho saiu com vantagem após primeiro dos dois confrontos Brasil x Argentina.


O primeiro jogo do Superclássico das Américas, entre Brasil x Argentina, deixou a seleção brasileira mais próxima de levantar a taça do campeonato amistoso. O time de Mano Menezes conquistou a vitória por 2 a 1, de virada. O jogo decisivo ocorre dia três de outubro, em Resistencia, na Argentina. Após o primeiro confronto as opiniões estavam bem divididas entre técnicos e jogadores das duas equipes.

Os argentinos não concordaram com o resultado. “O resultado foi injusto porque fizemos muito bem as coisas o jogo todo. É assim, sabíamos que ia ser difícil. Mas perder assim...”, afirmou Barcos, atacante da Argentina e do Palmeiras. Apesar de cabisbaixo, o técnico argentino Alejandro Sabella ainda elogiou os argentinos que atuam no Brasil: “Os atletas que atuam no Brasil têm muitas qualidades, e nós conseguimos ir muito bem no aspecto defensivo. Era jogo para empate.”

Apesar de não partilhar das mesmas opiniões que seus ‘hermanos’, os brasileiros foram menos incisivos. “Foi um jogo leal. A Argentina está de parabéns”, disse Neymar, politicamente. O técnico Mano Menezes, ameaçado de demissão, preferiu justificar a má atuação brasileira, apesar da vitória, realçando que a seleção estava desfalcada: “Com a Seleção completa, nós teremos uma ideia diferente e a tática vem se desenhando. Vamos ver isso mais ali na frente para estender mais o nosso período de invencibilidade com a Seleção completa.”

Já com relação ao jogo decisivo, todos concordam que a postura das equipes dentro do campo deve ser bem diferente. “Como (os argentinos) perderam, devem ir mais para frente. Temos que manter a calma e explorar os contra-ataques”, ponderou Neymar. Sabella admitiu que alterou a postura do time para esse jogo e promete mudanças para a volta em Resistencia: “Era preciso ser pragmático. Com os melhores do mundo, a Argentina pode atuar de outra maneira.”.

Brasil vence e tem vantagem na decisão do Superclássico das Américas

Vitória de virada, com gols de Paulinho e Neymar, dá fôlego à Mano Menezes, contestado pela torcida.

Com o apoio dos mais de 35 mil torcedores presentes na noite dessa quarta-feira, no estádio Serra Dourada, em Goiânia, a Seleção Brasileira de Futebol garantiu mais uma vitória contra a Argentina. Nosso arqui-rival até saiu na frente, mas não conseguiu segurar o placar durante os noventa minutos e deixou o Brasil mais perto de levantar a taça do Superclássico das Américas. O jogo decisivo do confronto ocorre na cidade de argentina de Resistencia, dia três de outubro.

O jogo começou com as duas equipes demonstrando muita vontade, com o Brasil sendo um pouco mais perigoso, mas quem saiu na frente foi a Argentina. Aos 19 minutos, Clemente Rodriguez fez um cruzamento certeiro pela esquerda e Martinez, jogador do Corinthians, mostrou habilidade dominando e chutando forte, sem chance para o goleiro Jefferson.

O Brasil tentou reagir com Luis Fabiano, mas o são paulino chutou muito mal, deixando os torcedores apreensivos. Mesmo preocupada, a torcida continuou apoiando, até que aos 25 minutos do primeiro tempo o brasileiro Lucas sofreu falta pela direita. Neymar cruzou para área e Paulinho, impedido, apareceu para desviar a bola e empatar o jogo. O placar continuou parado no 1 a 1 durante o resto do primeiro tempo.

Na volta para a segunda etapa, nenhum dos times sofreu alteração. O jogo recomeçou da mesma forma como havia sido durante toda a primeira etapa: a Argentina fria, esperando uma chance de contra-ataque e o Brasil tentando, sem sucesso, mostrar o seu melhor futebol. Mesmo com Lucas e Neymar, a seleção brasileira sofria para conseguir espaços na defesa argentina. Foi pensando nisso que, aos 17 do segundo tempo, Mano Menezes decidiu trocar um meia por outro mais experiente, colocou Thiago Neves no lugar de Jádson.

A tentativa não foi bem sucedida inicialmente contra o forte sistema de marcação argentino. Luis Fabiano, que quase não recebeu bolas na segunda etapa, foi substituído por Leandro Damião, o que fez explodir a insatisfação da torcida com Mano Menezes. Os presentes no Serra Dourada começaram a manifestar-se contra o treinador e vaiar a própria seleção brasileira. Manifestações que se repetiram quando Mano sacou Lucas para a entrada de Wellington Nem, aos 29 minutos.

Os ânimos só se acalmaram quase no fim do jogo. Nos acréscimos o argentino Désabato, ex-corinthians, derrubou Leandro Damião na área e foi marcado o pênalti que daria a vitória ao Brasil. Neymar converteu sem dificuldades e garantiu a vantagem e o alívio momentâneo para Mano Menezes, que ainda não conquistou a total confiança dos torcedores canarinhos. 

Brasil de olho nas Olimpíadas Universitárias para fechar ciclo de ouro do esporte nacional

Confederação de Desportos Universitários trabalha junto com Ministério do Esporte para que o Brasil sedie a competição em 2017 ou 2019


A segunda década do século 21 está recheada de grandes eventos esportivos acontecendo no Brasil. Teremos os Jogos Militares em 2011, a Copa das Confederações de futebol em 2013, a Copa do Mundo de Futebol em 2014, alem disso as Olimpíadas e as Paraolimpíadas em 2016.

A Confederação Brasileira de Desportos Universitários (CBDU) não quer ficar de fora desta festa do esporte e começou a discussão com o Ministro dos Esportes Orlando Silva para lançar a candidatura do Brasil como sede da Universiade de 2017 ou 2019. A Universiade é considerada como as Olimpíadas Universitárias.

O representante da CBDU em Goiás, Lusimar dos Santos, que é presidente da Federação Goiana de Desportos Universitários (FGDU), acredita que o Brasil tem plenas condições de sediar a Universiade e ressalta o papel de todas as federações pelo país para tornar isso realidade. “Temos grandes possibilidades de realizar a Universiade no Brasil, será um legado importante para nosso pais. Luciano Cabral é hoje atual vice presidente da FISU, ele tem bom relacionamento com todos dentro da maior entidade do esporte universitário no mundo. Para as Federações de Desportos Universitários será importante, certamente estaremos colaborando para o sucesso do evento”, declarou Lusimar.

A CBDU quer usar toda a estrutura deixada por estes vários e grandes eventos esportivos que irão ocorrer no país para engrandecer a candidatura do Brasil, tendo como sede para a Universiade a cidade do Rio de Janeiro, que já vai ser sede das Olimpíadas em 2016. O Brasil sediou a Universiade somente uma vez, em 1963 na cidade de Porto Alegre (RS), que recebeu mais de 1500 atletas de todo o mundo. 

Para presidente da Federação Goiana de Desportos Universitários, Goiânia está preparada para receber Olimpíadas nacionais.


Em entrevista, Lusimar dos Santos afirma que Goiânia possui estrutura necessária para receber a maior competição universitária do país.

O presidente da Federação Goiana de Desportos Universitários (FGDU), Lusimar dos Santos, considera que Goiás e Goiânia já possuem plenas condições de sediar as Olimpíadas Universitárias do Brasil (JUBs) em 2011. A cidade sediará em 2010 a etapa nacional dos jogos estudantis e as comitivas goianas vem sempre se mostrando competitivas nos eventos estudantis de diversos níveis pelo Brasil.

Lusimar afirma que a federação já está agindo para que este evento aconteça em Goiás. “Estamos buscando junto ao COB E CBDU a responsabilidade de sediar a fase nacional 2011, Goiânia esta preparada, temos infra-estrutura pronta. Cabe informar que a fase final das Olimpíadas Escolares 2010 será na cidade de Goiânia. A parte política é importante, porque precisamos do apoio da Prefeitura ou Estado para realizar este grande evento”, declarou.

A busca por apoio político é um grande problema para a federação. “temos varias dificuldade para trabalhar o esporte em Goiânia por falta de incentivo público”, disse Lusimar, que trabalha hoje sem patrocínio privado e sem apoio da Agencia Goiana de Esporte e Lazer (AGEL), apesar de a federação trabalhar em um espaço cedido pela Agencia.

 A FGDU caminha somente com apoio das universidades e da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SEMEL) de Goiânia. “Não temos apoio da AGEL, como nunca tivemos ao longo desse tempo que estou no esporte universitário. Temos apoio sim das faculdades que participam dos Jogos, também sempre tivemos de alguma forma apoio da SEMEL” declara o presidente, que, mais do que ninguém sabe a dificuldade de conseguir apoio ao esporte por parte do estado.

Mesmo com as dificuldades políticas a FGDU tem confiança de que Goiânia irá sediar as JUBs em 2011 com a força estrutural que tem e a força que atletas goianos demonstram todos os anos nas competições em que participam. E este ano nas Olimpíadas Universitárias de Blumenal – SC a federação espera reforçar ainda mais a candidatura de Goiânia. “Esperamos montar uma delegação forte que consiga bons resultados em Blumenau e coloque as equipes goianas nas divisões especiais do torneio no ano que vem”, torce Lusimar.

Abertas as inscrições para os Jogos Universitários de Goiás 2010


As inscrições podem ser feitas até o dia 23 de Abril e são pagas pelas universidades.
  
Estão abertas até o dia 23 de Abril as inscrições para os Jogos Universitários de Goiás (JUGs) 2010 que irão ser realizados entre os dias 19 e 23 de Maio em complexos esportivos da capital, Goiânia. Alem de se divertir competindo contra colegas de diversas instituições universitárias de Goiás, quem participar do evento poderá também garantir uma vaga nas Olimpíadas Universitárias do Brasil (JUBs). Competição aonde estudantes de todo o Brasil irão competir, em busca de se tornarem atletas, sob o olhar atento de representantes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Em 2009, os JUGs contaram com a presença de mais de 600 atletas. Este ano a Federação Goiana de Desportos Universitários (FGDU), organizadora do evento, espera por volta de 700 inscritos e conta com o apoio das Universidades na divulgação dos jogos e apoio aos atletas. Serão disputadas nove modalidades esportivas: vôlei, basquete, handebol, futsal, xadrez, natação, atletismo, judô (masculino e feminino) e futebol de campo (masculino).

No ano passado foram selecionadas 161 pessoas (atletas, dirigentes e comissão técnica) para representarem Goiás nas JUBs e a meta neste ano é conseguir mais atletas e melhor qualidade na comitiva goiana. “A FGDU e Goiânia querem sediar em 2011 as Olimpíadas Universitárias do Brasil e esperamos montar uma delegação forte que consiga bons resultados em Blumenau (SC) e coloque as equipes goianas nas divisões especiais do torneio no ano que vem”, destaca Lusimar dos Santos, presidente da FGDU.

As inscrições para os JUGs 2010 podem ser feitas até o dia 23 de Abril na sede da FGDU no estádio Serra Dourada, em Goiânia, em dias úteis entre às 13 e 17 horas. As inscrições são pagas pela universidade de onde o atleta é proveniente. As fichas de inscrição e regulamento da competição podem estão disponíveis no site: www.fgdu.com.br.

Energia sustentável, a ambição do mundo


A busca pela sustentabilidade se tornou o tema das ultimas décadas, mas nem sempre ela é alcançada na prática.

As matrizes energéticas são as fontes de energia existentes, as formas de produzir energia. No mundo inteiro desde o inicio dos anos de 1990 vêm se discutindo com mais seriedade os efeitos negativos e positivos de cada um dos meios de produzir energia. Surgiram então os apelos pela utilização de fontes limpas e renováveis de energia, que causam menos danos ao meio ambiente. Quais são estas fontes alternativas e limpas? Seria viável e realmente não prejudicial ao meio ambiente produzir energia através destes meios? Seria realmente rentável mudar os meios de produção? Estes são alguns questionamentos que permeiam os responsáveis pela introdução deste novo jeito de produzir energia.

O Brasil é um bom exemplo para o mundo na utilização de energia. Foram introduzidas as fontes hidráulicas e a produção de biomassa (matéria prima para combustíveis como o etanol) antes até deste apelo mundial por materiais renováveis. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), até 2006, 45% da produção de energética do país era proveniente da Biomassa e das Hidrelétricas, quase metade de toda a matriz nacional. O Etanol brasileiro, combustível barato e mais limpo que o petróleo, é cobiçado pelos países desenvolvidos e a produção energética das hidrelétricas é até vendida a nações vizinhas. A energia solar também é utilizada e trás a médio/longo prazo grande economia ao país na geração e distribuição de eletricidade.

O estado de Goiás é um dos grandes produtores de cana-de-açúcar, principal matéria prima do Etanol. A economia goiana vem sendo afetada positivamente por esta condição. Por outro lado, este crescimento econômico trás consigo vários problemas sociais e ambientais. Proporcionados pela grande migração de trabalhadores de outros estados e as condições de trabalho dadas a estas pessoas. Também pelas queimadas e as grandes plantações de cana, que ocupam grandes espaços de terras.

Etanol

            O Etanol é considerado um combustível limpo e renovável. Sua matéria prima, a cana-de-açúcar, é cultivada em larga escala e é inesgotável, na medida em que pode ser colhida e em outra estação volta a crescer. Ao contrário do petróleo, que demora milhares de anos para ser reposto no meio ambiente e é muito caro para ser extraído solo. É muito bem visto por todas as nações, o combustível do momento. Atende a todas as requisições, desde seu custo até o fato de que reduz a emissão de Gás Carbônico (CO2) na atmosfera, gás venenoso e que é um dos causadores do aquecimento global.

A cana-de-açúcar é cultivada em larga escala no Brasil para ser usada na produção de Etanol, principalmente na região centro-sul. São Paulo e Goiás são os estados que mais se destacam. O Etanol brasileiro é barato, por isso é cobiçado pelos Estados Unidos, que fabricam este produto a base de milho, que é mais caro e necessita mais da mistura com a gasolina. Países como o Japão aprovaram a utilização de 3% de Etanol na mistura de combustíveis e se tornaram compradores em potencial produto brasileiro.

            O governo brasileiro fez um zoneamento da produção de cana-de-açúcar, onde mais de 80% do território ficou proibido de receber plantações, para preservar a natureza nativa de biomas como a Amazônia e Pantanal. Ficou definida também a utilização de pastagens ociosas. Alem da questão de onde plantar, o zoneamento estabeleceu o máximo de 150 hectares para inibir a monocultura. Em Goiás o cultivo de cana não pode chocar-se com o de soja e a pecuária e também foi demonstrada a preocupação com a preservação do cerrado.          

Medidas até foram tomadas, mas ainda ocorrem queimadas para liberar terrenos propensos ao cultivo. Atos que ferem a fauna e a flora das regiões. Nos estados de Goiás e São Paulo, maiores produtores atualmente e que ainda não possuem legislação específica, as queimadas ocorrem em grande escala, mas este fato está em tratamento pelo Ministério Publico dos respectivos estados.

A migração de trabalhadores do norte e nordeste para as plantações de cana no centro-sul é causa de vários problemas sociais. Estas pessoas, em sua maioria, são pobres e despreparados trabalhadores que, ao final da época de colheita acabam ficando sem renda e muitos se rendem ao crime. Os roubos e mortes nos municípios crescem descontroladamente. Este fato é causado também pela falta de infra-estrutura das cidades que, por conta dos migrantes, sofrem um aumento populacional para o qual não estão preparadas.

Ainda temos os abusos dos produtores de cana, que oferecem salários e condições de trabalho ruins aos trabalhadores. Segundo o sociólogo especialista em sociologia rural e ambiental, Fausto Miziara, a migração de pessoas para trabalhar na colheita de cana-de-açúcar não trará tantos problemas sociais no futuro. Os empregadores vêm tendo uma consciência política de que os compradores pelo mundo hoje buscam o politicamente correto. “Os produtores não irão usufruir de trabalho escravo, por exemplo, porque isso irá afetar os negócios e a venda”, afirmou Miziara.

Energia Hidrelétrica

            As usinas hidrelétricas produzem energia através da força das águas dos rios que movem mecanismos e estes mecanismos convertem a energia mecânica em elétrica. Não esgotam matérias primas, não poluem o meio ambiente e produzem energia em larga escala. Esta matriz energética não é muito desenvolvida no mundo, mas no Brasil é a principal fonte de energia. O país possui uma das maiores usinas hidrelétricas do mundo, que produz 19% da energia elétrica utilizada pela população. Isso sem contar as várias hidrelétricas de pequeno porte espalhadas por todo o Brasil, que possui uma grande quantidade de rios.

            Apesar de não ser poluente, de produzir grande quantidade de energia e de não esgotar matérias primas do meio ambiente, as hidrelétricas também possuem seus pontos negativos. Para a construção de hidrelétricas, muitas vezes deve-se alagar grandes áreas aonde vivem animais e até mesmo pessoas, acabando também com a vegetação local. Animais e vegetação mortos e construções ficam no fundo dos lagos e se decompõem contaminando lençol freático.

            Falando de impactos sociais no Brasil, nas áreas que são alagadas, os moradores devem ser direcionados para novas localidades, mas as construtoras não disponibilizam estas novas localidades e muitas vezes os moradores ficam sem teto e nenhuma indenização. Existem pessoas que lutam por indenização desde a construção da usina de Itaipu, nos anos de 1980.

O que causa a maior parte dos impactos ambientais e sociais é a corrupção dos órgãos de fiscalização. O perito ambiental do Ministério Público de Goiás Rogério César explica que até 2004 a Agencia Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) leiloava o direito de explorar o potencial energético de certa localidade.  "O empreendedor já tinha pagado por aquele empreendimento, então ele iria fazer de tudo para que a licença daquele empreendimento fosse aprovada, por mais inviável que fosse", afirmou Rogério Cesar. Este sistema de leilões foi um grande problema no desenvolvimento das hidrelétricas, segundo o perito do ministério publico haviam vários empreendimentos inviáveis ambientalmente, mas que atropelavam os processos por já terem autorização do governo.


Energia Solar
           
            Falando sobre energia renovável e limpa, talvez não haja uma matriz energética tão perfeita quanto a energia solar. Ao retirar eletricidade para consumo através dos raios solares, o homem não causa efeito negativo algum na natureza e não libera produtos tóxicos ou contribui para o aquecimento global. No entanto, apesar de ser muito limpa e não prejudicial, a energia solar não é produzida em larga escala, e por isso não atende à demanda de uma grande cidade, por exemplo. Esta matriz é mais utilizada de forma doméstica. É muito cara para ser introduzida, mas possui pouca necessidade de manutenção e muita durabilidade.

No Brasil, a energia solar é muito usual, lugares inóspitos ou de difícil acesso são beneficiados com a introdução de equipamentos para que possam possuir energia elétrica. O engenheiro agrícola e membro da Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (ANTAC), professor Regis Castro Ferreira, acrescenta que a geração de energia elétrica por meio de raios solares viabiliza a energização rural e inclusão social de regiões remotas como na Amazônia. “Como que vamos ligar a rede em uma vila ribeirinha na Amazônia a 2 mil km do centro urbano?”, afirma o Professor, demonstrando o quanto é menos trabalhoso para o governo levar energia para regiões de difícil acesso dessa forma.

Outra vantagem deste tipo de energia no Brasil é pura e simplesmente a localização geográfica do país, que fica em uma parte do globo em que incidem raios solares acima da média mundial. O que impede a implementação maior da energia solar é o imediatismo do mundo globalizado, que não vê vantagem na produção e desenvolvimento deste tipo de matriz simplesmente pelo fato de que o rendimento não é a curto e sim a médio longo prazo. Fatores que deixam à margem essa que talvez seja a melhor e mais segura forma de produzir energia descoberta pelo homem, e ainda, provém de uma fonte praticamente inesgotável, o Sol.

Segundo a Agência Internacional de energia, até 2006 o mundo usufruía em média de cerca de 10% da produção de energia proveniente de fontes renováveis, e o Brasil mais de 46% o que a principio é considerado bom. Porém, o professor Regis Castro alerta para o uso destes tipos de fontes que pode às vezes até ser mais prejudicial. “Devemos ter cuidado ao incentivar um tipo de matriz energética sem toda uma estrutura”, refletiu o Professor. Procurando ser mais otimista, Regis Castro deixa claro que proteger o meio ambiente vai muito alem do produto que se usa ou a fonte de energia disponível. Também depende se as nações vão possuir a estrutura necessária para mudar os hábitos sem causar o mesmo efeito e prejudicar o meio ambiente no processo.   

Impasse da Paixão


Domingo, dia nacional do futebol e não podia ser diferente em Goiânia, cidade com tradição e três grandes clubes. Os torcedores se reúnem nos bares, em frente a grandes telões para acompanhar o time do coração e vibrar com os lances do jogo. Uma emoção que poderia ser muito mais intensa se vivida no local das partidas, os estádios, mas há um sentimento que domina os pensamentos dos torcedores, o medo da violência, de ter uma dor muito maior que a da derrota, um sofrimento físico.
Edson Mendonça é um dos muitos que preferem assistir os jogos em bares. “Eu deixo de ir ao estádio com medo da violência”, justifica. Ele tem 33 anos, já viveu muito em estádios acompanhando o time do coração, o Vila Nova. A violência, brigas de torcida e abusos policiais nunca o preocuparam, mas depois que teve seus filhos ele não pensou duas vezes, nunca mais assistiu a jogos nos estádios. Edson gostaria de ir, com toda a família, mas teme pela segurança de seus filhos. “Não vou levar meus filhos nos jogos enquanto tiver essa violência”, afirma.
As torcidas organizadas (T. O.) geralmente são o estopim para qualquer confusão nas arquibancadas dos jogos de futebol. O assessor de imprensa da Torcida Organizada Força Jovem (que reúne torcedores do Goiás Esporte Clube) desde sua fundação, Ademir Batista, não nega essa afirmação, mas afirma que as T. O. em geral não pregam em sua ideologia a violência contra torcedores de outras equipes ou agremiações.
Ademir ressalta que, por serem entidades de acesso público, podem se associar a elas qualquer pessoa que se interesse. Ele exemplifica com o caso da Força Jovem: “Nós lidamos com mais de nove mil integrantes, obviamente que há entre eles os que não querem somente torcer”. A rivalidade que existe em campo, toma proporções muito maiores na cabeça desses torcedores, que confundem esporte com violência e influenciam outros, formando assim gangues uniformizadas.

PM x T.O.?
Tentando dar mais segurança a quem freqüenta os estádios, a Policia Militar (PM) interfere nessa guerra particular entre torcidas organizadas. Em Goiânia, a PM se diz preparada para lidar com esse problema, mas quem freqüenta os estádios ainda se sente inseguro com o trabalho da corporação. “A polícia não tem preparo para lidar com o tumulto em massa, a única opção que resta é usar bombas para espantar os uniformizados”, diz Rafael Carvalho, também torcedor do Vila Nova.
O tenente-coronel Amarildo Menezes Guerra, comandante do 1º Batalhão da PM e coordenador das ações em jogos de futebol em Goiânia, considera que a força policial está sim muito bem preparada e que houveram avanços no combate à violência nos estádios. Guerra não conseguiu realmente encontrar defeitos no efetivo policial atuante em jogos de futebol.
Apesar da satisfação do Coronel Guerra, o público considera que a polícia não age com a agilidade necessária. Welliton Guimarães, torcedor do São Paulo, estava acompanhando Goiás e Vila Nova no Serra Dourada quando viu um homem sendo agredido por uniformizados. ”A policia não fez nada, logo chegaram mais para participar da briga, ai não tinha mais como controlar”, ressaltou.
Indiferente às reclamações de quem freqüenta os estádios, Coronel Guerra descreve o bom trabalho que a polícia vem fazendo. Ele reconhece entretanto que as diretorias da torcidas organizadas vem se esforçando para acabar com a violência interna. “As T. O.  têm se comprometido junto ao Ministério Público e a polícia com relação a passar dados dos integrantes e se adequar às normas de conduta dentro dos estádios”. Mas isso, segundo Guerra, somente aconteceu em resposta ao pedido de extinção das torcidas organizadas que foi protocolado pela PM junto com a policia civil. Ele afirma também que, seguindo as orientações da policia, talvez as T. O.  não precisem mais ser extintas.

Fim das T.O.s?
As críticas ao trabalho da policia e existência das T. O.  quase que se equiparam, mas para alguns torcedores a única solução é o fim das torcidas organizadas. Sandro Cabral, torcedor do Goiás, não vai mais ao Serra Dourada em jogos de expressão e considera que as torcidas são “gangues legalizadas” e que elas deveriam  ser “extintas a todo custo”. Sandro aplaude a ação da policia. “A violência da policia é necessária, eles fazem o trabalho deles bem feito”.
A PM considera seu trabalho com relação a segurança nos estádios perfeito e isso incomoda as torcidas organizadas. A posição arbitrária da polícia incomoda as torcidas, que sentem uma maior necessidade de serem ouvidas. Ademir Batista diz que acabar com as torcidas vai piorar a situação, porque hoje há um cadastro, uma forma de identificar os criminosos e os punir. “Alem disso nós contribuímos para a sociedade com vários projetos sociais”. Ele diz que a policia nada faz hoje para resolver o problema, que é mais cômodo para eles simplesmente acabar com as organizadas. “A PM age arbitrariamente, não ouve as organizadas”. Ademir considera que seria muito mais fácil se houvesse comunicação entre as partes.

Projetos Sociais:

Poucos conhecem o papel social das torcidas organizadas. Elas atuam muito na comunidade atendendo pessoas carentes. A torcida Força Jovem organiza todos os anos o projeto Criança Feliz, que visa atender menores incentivando atividades culturais e esportivas, pedindo doações de brinquedos e até oferecendo atendimento médico. Alem disso A Força Jovem e a Torcida Esquadrão Vilanovense (do Vila Nova Futebol Clube) organizam projetos para doação de sangue e festas para a comunidade. Todo esse trabalho é feito dentro dos setores de Goiânia e atendem a toda a comunidade.