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domingo, 26 de janeiro de 2014

Em sintonia com as Olimpíadas

*publicado originalmente no blog: esportefm.wordpress.com*

Conheça algumas das músicas que fazem parte da história do maior evento esportivo do mundo

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A música sempre teve um papel importante nos Jogos Olímpicos, tanto para promovê-los comercialmente e incentivar o consumo do evento (venda de ingressos, aumento de audiência, entre outros), quanto para criar uma relação entre o público e até mesmo os atletas onde eles reconhecem a obra como um dos símbolos que representam o evento e toda a aura que o envolve.

Iremos listar e falar um pouco sobre algumas das músicas e artistas que fazem parte da história das Olimpíadas. Se você gostar e quiser mais, assunto é o que não falta, caro leitor!
Mas antes das músicas, que tal saber um pouco sobre as origens desse grandioso evento? Abaixo vai uma breve descrição das Olimpíadas.

Jogos Olímpicos

Os Jogos Olímpicos de Verão, ou Olimpíadas de Verão, são reconhecidos como o maior evento esportivo da humanidade e tiveram sua primeira edição em 1896, na cidade Grega de Atenas. O francês Pierre de Coubertin  foi o principal idealizador e fundador dos Jogos Olímpicos. Ele acreditava na possibilidade de unir representantes de todos os povos em um grande evento esportivo com as mais diversas competições e abrangendo as mais diversas modalidades.

A inspiração para o desenvolvimento dos Jogos Olímpicos como conhecemos hoje foram as Olimpíadas realizadas na Grécia Antiga, que contavam com representantes das cidades-estados gregas competindo no Santuário de Olímpia em honra do Deus Zeus. Em sua próxima edição no Rio de Janeiro, em 2016, os Jogos Olímpicos terão um total de 28 esportes e vão contar com mais de 12 mil atletas representando mais de 200 nações.

A MÚSICA E AS OLIMPÍADAS
O Hino Olímpico:



Composto pelos gregos Spyron Samaras e Kostis Palams, O Hino Olímpico é até hoje um dos mais importantes símbolos dos Jogos Olímpicos. A letra, originalmente em grego, fala sobre o Espirito Imortal da Antiguidade adorado por todas as nações que participam dos Jogos Olímpicos em busca da gloria, mas hoje não costuma ser utilizada e somente a parte instrumental do hino é executada. (Veja a letra em português em tradução livre)

Porém depois de ser executado na primeira Olimpíada, em 1986 na cidade de Atenas, o hino ficou em desuso nos Jogos até a 15ª edição, em 1952. Durante esse período, cada olimpíada teve um hino próprio, sem nenhuma relação com o original. A partir da 16ª edição, em 1960, o hino voltou a ser executado em aberturas e encerramentos das Olimpíadas, porém com a letra traduzida para o idioma do país anfitrião ou em versões instrumentais.

One Moment in Time:


A música de Whitney Houston, produzida para as Olimpíadas de Seul, em 1988, foi a primeira ‘Música Oficial’ de Jogos Olímpicos a atingir o status de hit comercial. A música atingiu sucesso em todos os continentes e ficou entre as 10 mais tocadas em 15 países.

Atualmente a música ainda é relacionada aos eventos e entidades esportivas, como em 1988, por exemplo, quando a rede de TV americana NBC Sports utilizou a música no clipe da vitória do time de beisebol Los Angeles Dodgers na Série Mundial de 1988

Barcelona:  



Gravada pelo cantor Freddy Mercury, líder da banda de rock Queen, em parceria com a cantora lírica espanhola Montserrat Caballé, a música foi produzida especialmente para as Olimpíadas de Barcelona de 1992 (foto no início do texto). A música foi tão bem sucedida que, mesmo fazendo parte das gravações solo de Freddy, foi lançada em diversas compilações de músicas do Queen, além de ser reconhecida até hoje como uma das músicas que representam a cidade catalã.

Imagine:



Essa música não foi escrita para um Olimpíada, mas representa um dos momentos mais marcantes entre todas as edições dos jogos, que aconteceu em 1996 durante o encerramento das Olimpíadas de Atlanta.
Durante essa edição, os jogos sofreram com um atentado à bomba nas proximidades da Vila Olímpica da cidade, a explosão deixou 112 pessoas de diversas nacionalidades feridas e dois mortos.  Apesar do choque e do luto causados pelo atentado, os Jogos continuaram e na cerimônia de encerramento o cantor Stevie Wonder interpretou Imagine.

Composição de John Lennon, a música foi lançada em 1971 e se tornou um hino pela paz entre os povos, o que ia ao encontro da mensagem que deveria ser passada naquele momento, lembrando especialmente todas as vítimas do atentado em Atlanta e da tragédia ocorrida nas Olimpíadas de Munique, em 1972, contra a delegação de Israel.

*publicado originalmente no blog: esportefm.wordpress.com*

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Jogadores e técnicos falam sobre resultado do Superclássico


Seleção canarinho saiu com vantagem após primeiro dos dois confrontos Brasil x Argentina.


O primeiro jogo do Superclássico das Américas, entre Brasil x Argentina, deixou a seleção brasileira mais próxima de levantar a taça do campeonato amistoso. O time de Mano Menezes conquistou a vitória por 2 a 1, de virada. O jogo decisivo ocorre dia três de outubro, em Resistencia, na Argentina. Após o primeiro confronto as opiniões estavam bem divididas entre técnicos e jogadores das duas equipes.

Os argentinos não concordaram com o resultado. “O resultado foi injusto porque fizemos muito bem as coisas o jogo todo. É assim, sabíamos que ia ser difícil. Mas perder assim...”, afirmou Barcos, atacante da Argentina e do Palmeiras. Apesar de cabisbaixo, o técnico argentino Alejandro Sabella ainda elogiou os argentinos que atuam no Brasil: “Os atletas que atuam no Brasil têm muitas qualidades, e nós conseguimos ir muito bem no aspecto defensivo. Era jogo para empate.”

Apesar de não partilhar das mesmas opiniões que seus ‘hermanos’, os brasileiros foram menos incisivos. “Foi um jogo leal. A Argentina está de parabéns”, disse Neymar, politicamente. O técnico Mano Menezes, ameaçado de demissão, preferiu justificar a má atuação brasileira, apesar da vitória, realçando que a seleção estava desfalcada: “Com a Seleção completa, nós teremos uma ideia diferente e a tática vem se desenhando. Vamos ver isso mais ali na frente para estender mais o nosso período de invencibilidade com a Seleção completa.”

Já com relação ao jogo decisivo, todos concordam que a postura das equipes dentro do campo deve ser bem diferente. “Como (os argentinos) perderam, devem ir mais para frente. Temos que manter a calma e explorar os contra-ataques”, ponderou Neymar. Sabella admitiu que alterou a postura do time para esse jogo e promete mudanças para a volta em Resistencia: “Era preciso ser pragmático. Com os melhores do mundo, a Argentina pode atuar de outra maneira.”.

Brasil vence e tem vantagem na decisão do Superclássico das Américas

Vitória de virada, com gols de Paulinho e Neymar, dá fôlego à Mano Menezes, contestado pela torcida.

Com o apoio dos mais de 35 mil torcedores presentes na noite dessa quarta-feira, no estádio Serra Dourada, em Goiânia, a Seleção Brasileira de Futebol garantiu mais uma vitória contra a Argentina. Nosso arqui-rival até saiu na frente, mas não conseguiu segurar o placar durante os noventa minutos e deixou o Brasil mais perto de levantar a taça do Superclássico das Américas. O jogo decisivo do confronto ocorre na cidade de argentina de Resistencia, dia três de outubro.

O jogo começou com as duas equipes demonstrando muita vontade, com o Brasil sendo um pouco mais perigoso, mas quem saiu na frente foi a Argentina. Aos 19 minutos, Clemente Rodriguez fez um cruzamento certeiro pela esquerda e Martinez, jogador do Corinthians, mostrou habilidade dominando e chutando forte, sem chance para o goleiro Jefferson.

O Brasil tentou reagir com Luis Fabiano, mas o são paulino chutou muito mal, deixando os torcedores apreensivos. Mesmo preocupada, a torcida continuou apoiando, até que aos 25 minutos do primeiro tempo o brasileiro Lucas sofreu falta pela direita. Neymar cruzou para área e Paulinho, impedido, apareceu para desviar a bola e empatar o jogo. O placar continuou parado no 1 a 1 durante o resto do primeiro tempo.

Na volta para a segunda etapa, nenhum dos times sofreu alteração. O jogo recomeçou da mesma forma como havia sido durante toda a primeira etapa: a Argentina fria, esperando uma chance de contra-ataque e o Brasil tentando, sem sucesso, mostrar o seu melhor futebol. Mesmo com Lucas e Neymar, a seleção brasileira sofria para conseguir espaços na defesa argentina. Foi pensando nisso que, aos 17 do segundo tempo, Mano Menezes decidiu trocar um meia por outro mais experiente, colocou Thiago Neves no lugar de Jádson.

A tentativa não foi bem sucedida inicialmente contra o forte sistema de marcação argentino. Luis Fabiano, que quase não recebeu bolas na segunda etapa, foi substituído por Leandro Damião, o que fez explodir a insatisfação da torcida com Mano Menezes. Os presentes no Serra Dourada começaram a manifestar-se contra o treinador e vaiar a própria seleção brasileira. Manifestações que se repetiram quando Mano sacou Lucas para a entrada de Wellington Nem, aos 29 minutos.

Os ânimos só se acalmaram quase no fim do jogo. Nos acréscimos o argentino Désabato, ex-corinthians, derrubou Leandro Damião na área e foi marcado o pênalti que daria a vitória ao Brasil. Neymar converteu sem dificuldades e garantiu a vantagem e o alívio momentâneo para Mano Menezes, que ainda não conquistou a total confiança dos torcedores canarinhos. 

Brasil de olho nas Olimpíadas Universitárias para fechar ciclo de ouro do esporte nacional

Confederação de Desportos Universitários trabalha junto com Ministério do Esporte para que o Brasil sedie a competição em 2017 ou 2019


A segunda década do século 21 está recheada de grandes eventos esportivos acontecendo no Brasil. Teremos os Jogos Militares em 2011, a Copa das Confederações de futebol em 2013, a Copa do Mundo de Futebol em 2014, alem disso as Olimpíadas e as Paraolimpíadas em 2016.

A Confederação Brasileira de Desportos Universitários (CBDU) não quer ficar de fora desta festa do esporte e começou a discussão com o Ministro dos Esportes Orlando Silva para lançar a candidatura do Brasil como sede da Universiade de 2017 ou 2019. A Universiade é considerada como as Olimpíadas Universitárias.

O representante da CBDU em Goiás, Lusimar dos Santos, que é presidente da Federação Goiana de Desportos Universitários (FGDU), acredita que o Brasil tem plenas condições de sediar a Universiade e ressalta o papel de todas as federações pelo país para tornar isso realidade. “Temos grandes possibilidades de realizar a Universiade no Brasil, será um legado importante para nosso pais. Luciano Cabral é hoje atual vice presidente da FISU, ele tem bom relacionamento com todos dentro da maior entidade do esporte universitário no mundo. Para as Federações de Desportos Universitários será importante, certamente estaremos colaborando para o sucesso do evento”, declarou Lusimar.

A CBDU quer usar toda a estrutura deixada por estes vários e grandes eventos esportivos que irão ocorrer no país para engrandecer a candidatura do Brasil, tendo como sede para a Universiade a cidade do Rio de Janeiro, que já vai ser sede das Olimpíadas em 2016. O Brasil sediou a Universiade somente uma vez, em 1963 na cidade de Porto Alegre (RS), que recebeu mais de 1500 atletas de todo o mundo. 

Para presidente da Federação Goiana de Desportos Universitários, Goiânia está preparada para receber Olimpíadas nacionais.


Em entrevista, Lusimar dos Santos afirma que Goiânia possui estrutura necessária para receber a maior competição universitária do país.

O presidente da Federação Goiana de Desportos Universitários (FGDU), Lusimar dos Santos, considera que Goiás e Goiânia já possuem plenas condições de sediar as Olimpíadas Universitárias do Brasil (JUBs) em 2011. A cidade sediará em 2010 a etapa nacional dos jogos estudantis e as comitivas goianas vem sempre se mostrando competitivas nos eventos estudantis de diversos níveis pelo Brasil.

Lusimar afirma que a federação já está agindo para que este evento aconteça em Goiás. “Estamos buscando junto ao COB E CBDU a responsabilidade de sediar a fase nacional 2011, Goiânia esta preparada, temos infra-estrutura pronta. Cabe informar que a fase final das Olimpíadas Escolares 2010 será na cidade de Goiânia. A parte política é importante, porque precisamos do apoio da Prefeitura ou Estado para realizar este grande evento”, declarou.

A busca por apoio político é um grande problema para a federação. “temos varias dificuldade para trabalhar o esporte em Goiânia por falta de incentivo público”, disse Lusimar, que trabalha hoje sem patrocínio privado e sem apoio da Agencia Goiana de Esporte e Lazer (AGEL), apesar de a federação trabalhar em um espaço cedido pela Agencia.

 A FGDU caminha somente com apoio das universidades e da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SEMEL) de Goiânia. “Não temos apoio da AGEL, como nunca tivemos ao longo desse tempo que estou no esporte universitário. Temos apoio sim das faculdades que participam dos Jogos, também sempre tivemos de alguma forma apoio da SEMEL” declara o presidente, que, mais do que ninguém sabe a dificuldade de conseguir apoio ao esporte por parte do estado.

Mesmo com as dificuldades políticas a FGDU tem confiança de que Goiânia irá sediar as JUBs em 2011 com a força estrutural que tem e a força que atletas goianos demonstram todos os anos nas competições em que participam. E este ano nas Olimpíadas Universitárias de Blumenal – SC a federação espera reforçar ainda mais a candidatura de Goiânia. “Esperamos montar uma delegação forte que consiga bons resultados em Blumenau e coloque as equipes goianas nas divisões especiais do torneio no ano que vem”, torce Lusimar.

Abertas as inscrições para os Jogos Universitários de Goiás 2010


As inscrições podem ser feitas até o dia 23 de Abril e são pagas pelas universidades.
  
Estão abertas até o dia 23 de Abril as inscrições para os Jogos Universitários de Goiás (JUGs) 2010 que irão ser realizados entre os dias 19 e 23 de Maio em complexos esportivos da capital, Goiânia. Alem de se divertir competindo contra colegas de diversas instituições universitárias de Goiás, quem participar do evento poderá também garantir uma vaga nas Olimpíadas Universitárias do Brasil (JUBs). Competição aonde estudantes de todo o Brasil irão competir, em busca de se tornarem atletas, sob o olhar atento de representantes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Em 2009, os JUGs contaram com a presença de mais de 600 atletas. Este ano a Federação Goiana de Desportos Universitários (FGDU), organizadora do evento, espera por volta de 700 inscritos e conta com o apoio das Universidades na divulgação dos jogos e apoio aos atletas. Serão disputadas nove modalidades esportivas: vôlei, basquete, handebol, futsal, xadrez, natação, atletismo, judô (masculino e feminino) e futebol de campo (masculino).

No ano passado foram selecionadas 161 pessoas (atletas, dirigentes e comissão técnica) para representarem Goiás nas JUBs e a meta neste ano é conseguir mais atletas e melhor qualidade na comitiva goiana. “A FGDU e Goiânia querem sediar em 2011 as Olimpíadas Universitárias do Brasil e esperamos montar uma delegação forte que consiga bons resultados em Blumenau (SC) e coloque as equipes goianas nas divisões especiais do torneio no ano que vem”, destaca Lusimar dos Santos, presidente da FGDU.

As inscrições para os JUGs 2010 podem ser feitas até o dia 23 de Abril na sede da FGDU no estádio Serra Dourada, em Goiânia, em dias úteis entre às 13 e 17 horas. As inscrições são pagas pela universidade de onde o atleta é proveniente. As fichas de inscrição e regulamento da competição podem estão disponíveis no site: www.fgdu.com.br.

Impasse da Paixão


Domingo, dia nacional do futebol e não podia ser diferente em Goiânia, cidade com tradição e três grandes clubes. Os torcedores se reúnem nos bares, em frente a grandes telões para acompanhar o time do coração e vibrar com os lances do jogo. Uma emoção que poderia ser muito mais intensa se vivida no local das partidas, os estádios, mas há um sentimento que domina os pensamentos dos torcedores, o medo da violência, de ter uma dor muito maior que a da derrota, um sofrimento físico.
Edson Mendonça é um dos muitos que preferem assistir os jogos em bares. “Eu deixo de ir ao estádio com medo da violência”, justifica. Ele tem 33 anos, já viveu muito em estádios acompanhando o time do coração, o Vila Nova. A violência, brigas de torcida e abusos policiais nunca o preocuparam, mas depois que teve seus filhos ele não pensou duas vezes, nunca mais assistiu a jogos nos estádios. Edson gostaria de ir, com toda a família, mas teme pela segurança de seus filhos. “Não vou levar meus filhos nos jogos enquanto tiver essa violência”, afirma.
As torcidas organizadas (T. O.) geralmente são o estopim para qualquer confusão nas arquibancadas dos jogos de futebol. O assessor de imprensa da Torcida Organizada Força Jovem (que reúne torcedores do Goiás Esporte Clube) desde sua fundação, Ademir Batista, não nega essa afirmação, mas afirma que as T. O. em geral não pregam em sua ideologia a violência contra torcedores de outras equipes ou agremiações.
Ademir ressalta que, por serem entidades de acesso público, podem se associar a elas qualquer pessoa que se interesse. Ele exemplifica com o caso da Força Jovem: “Nós lidamos com mais de nove mil integrantes, obviamente que há entre eles os que não querem somente torcer”. A rivalidade que existe em campo, toma proporções muito maiores na cabeça desses torcedores, que confundem esporte com violência e influenciam outros, formando assim gangues uniformizadas.

PM x T.O.?
Tentando dar mais segurança a quem freqüenta os estádios, a Policia Militar (PM) interfere nessa guerra particular entre torcidas organizadas. Em Goiânia, a PM se diz preparada para lidar com esse problema, mas quem freqüenta os estádios ainda se sente inseguro com o trabalho da corporação. “A polícia não tem preparo para lidar com o tumulto em massa, a única opção que resta é usar bombas para espantar os uniformizados”, diz Rafael Carvalho, também torcedor do Vila Nova.
O tenente-coronel Amarildo Menezes Guerra, comandante do 1º Batalhão da PM e coordenador das ações em jogos de futebol em Goiânia, considera que a força policial está sim muito bem preparada e que houveram avanços no combate à violência nos estádios. Guerra não conseguiu realmente encontrar defeitos no efetivo policial atuante em jogos de futebol.
Apesar da satisfação do Coronel Guerra, o público considera que a polícia não age com a agilidade necessária. Welliton Guimarães, torcedor do São Paulo, estava acompanhando Goiás e Vila Nova no Serra Dourada quando viu um homem sendo agredido por uniformizados. ”A policia não fez nada, logo chegaram mais para participar da briga, ai não tinha mais como controlar”, ressaltou.
Indiferente às reclamações de quem freqüenta os estádios, Coronel Guerra descreve o bom trabalho que a polícia vem fazendo. Ele reconhece entretanto que as diretorias da torcidas organizadas vem se esforçando para acabar com a violência interna. “As T. O.  têm se comprometido junto ao Ministério Público e a polícia com relação a passar dados dos integrantes e se adequar às normas de conduta dentro dos estádios”. Mas isso, segundo Guerra, somente aconteceu em resposta ao pedido de extinção das torcidas organizadas que foi protocolado pela PM junto com a policia civil. Ele afirma também que, seguindo as orientações da policia, talvez as T. O.  não precisem mais ser extintas.

Fim das T.O.s?
As críticas ao trabalho da policia e existência das T. O.  quase que se equiparam, mas para alguns torcedores a única solução é o fim das torcidas organizadas. Sandro Cabral, torcedor do Goiás, não vai mais ao Serra Dourada em jogos de expressão e considera que as torcidas são “gangues legalizadas” e que elas deveriam  ser “extintas a todo custo”. Sandro aplaude a ação da policia. “A violência da policia é necessária, eles fazem o trabalho deles bem feito”.
A PM considera seu trabalho com relação a segurança nos estádios perfeito e isso incomoda as torcidas organizadas. A posição arbitrária da polícia incomoda as torcidas, que sentem uma maior necessidade de serem ouvidas. Ademir Batista diz que acabar com as torcidas vai piorar a situação, porque hoje há um cadastro, uma forma de identificar os criminosos e os punir. “Alem disso nós contribuímos para a sociedade com vários projetos sociais”. Ele diz que a policia nada faz hoje para resolver o problema, que é mais cômodo para eles simplesmente acabar com as organizadas. “A PM age arbitrariamente, não ouve as organizadas”. Ademir considera que seria muito mais fácil se houvesse comunicação entre as partes.

Projetos Sociais:

Poucos conhecem o papel social das torcidas organizadas. Elas atuam muito na comunidade atendendo pessoas carentes. A torcida Força Jovem organiza todos os anos o projeto Criança Feliz, que visa atender menores incentivando atividades culturais e esportivas, pedindo doações de brinquedos e até oferecendo atendimento médico. Alem disso A Força Jovem e a Torcida Esquadrão Vilanovense (do Vila Nova Futebol Clube) organizam projetos para doação de sangue e festas para a comunidade. Todo esse trabalho é feito dentro dos setores de Goiânia e atendem a toda a comunidade.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Radiodocumentario - Locução Esportiva em Goiás



"Esta obra tem como objetivo resgatar a história do futebol em Goiás e da locução esportiva no estado por meio dos depoimentos de Edson Rodrigues, Ledes Gonçalves e Jurandir Santos, os porta-vozes da emoção. Preservar a memória do rádio esportivo goiano, além de traçar perspectivas em relação ao futuro dessa tradição que já perpetua por mais de meio século."

Produzido por:
Luís Gustavo Martins Santos;
Marco Antônio Fernandes Filho;
Pedro Henrique Malta Martins;
Rafael Fonteles Rabelo;
Yuri Marcos Vieira da Cunha Montanini.