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quarta-feira, 28 de maio de 2014
sexta-feira, 8 de março de 2013
Sistema Estadual de Ensino continua com vagas para novos estudantes
Estudantes que não confirmaram vaga e que não realizaram o processo de pré-matrícula ainda possuem condições para ingressar na rede pública.
Publicada: Jornal Diário da Manhã - 16/01/2013
O Período de confirmação das matriculas para alunos novatos na rede pública estadual de ensino está encerrado. A partir de hoje, quem não confirmou a pré-matrícula perdeu a vaga que havia reservado. Através de sua assessoria de comunicação, a Secretaria da Educação do Estado de Goiás (Seduc) informou que o interessado deverá comparecer a instituição de ensino de sua escolha para realizar todo o processo de matrícula. Os alunos que não haviam participado do processo de pré-matrícula também deverão comparecer as escolas.
A Seduc disponibilizou um telefone para que o estudante possa consultar quais as escolas que possuem vagas. O número para contato é: 0800-645-6556. Após a consulta, os interessados devem ir até as escolas e fazer a matrícula pessoalmente. Segundo a secretaria, as instituições estão preparadas para atender os alunos que ainda buscam por vagas. A Seduc garantiu que as instituições que não possuírem vagas estarão preparadas para encaminhar os interessados para outras escolas próximas que poderão receber os interessados.
Chefe do Núcleo de Orientação Pedagógica da Seduc, Raph Gomes Alves afirmou que foram realizadas até o momento mais de 96 mil solicitações de novos alunos na rede pública estadual e confirmou que a rede está preparada para atender a demanda, dizendo o processo ocorre assim naturalmente todos os anos. O Sistema Estadual de Ensino conta com educação em todos os níveis, desde o nível básico até a Educação para Jovens e Adultos (EJA), direcionada para estudantes que não puderam completar seu aprendizado na idade apropriada.
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Mulher morre durante visita a presídio em Catalão
Causa da morte é contestada pela família, que supeita que a filha tenha sido espancada por agentes prisionais
Publicada: Jornal Diário da Manhã - 15/01/2013
A morte de Bianca Conceição dos Santos, 27, durante visita a Unidade Prisional da cidade de Catalão, a 249 quilômetros de Goiânia, está envolta de suspeitas. Bianca, que era ex-presidiária, estava grávida de dois meses e visitava o namorado no presídio. Segundo a Agência Goiana do Sistema de Execução Penal (Agsep), durante a revista a jovem engoliu um pacote para evitar que seu conteúdo fosse verificado, atitude que supostamente causou sua morte. A teoria é contestada pela família da visitante, que revelou: o corpo possui sinais de espancamento. O corpo de Bianca foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para confirmação da causa da morte e o laudo deve sair até o final da semana, segundo Agsep.
O fato ocorreu no ultimo domingo (13), Bianca chegou ao presídio por volta das 10 horas da manhã para visitar o namorado, Warley Eric da Silva, preso por roubo. Os agentes prisionais que trabalhavam no dia descreveram à Agsep que, durante a revista de rotina, foi solicitado que a grávida revelasse o que havia dentro de um pacote que carregava. Bianca teria se recusado a mostrar o conteúdo, afirmando que carregava produtos eróticos. Enquanto os agentes solicitavam reforço, a grávida teria engolido o pacote. O que, ainda segundo os agentes, causou o sufocamento e, conseqüentemente, a morte da visitante por asfixia. Os agentes afirmam ainda acionaram o Corpo de Bombeiros, que não chegou a tempo.
A versão contada pelos agentes prisionais é contestada pela mãe de Bianca. Sônia Maria da Conceição revelou à imprensa que a filha estava com hematomas pelo corpo, além de pé e nariz quebrados. O Gerente da 4ª Regional Sudeste da Agsep, Leopoldo Coelho, afirma que a Agência só irá se posicionar sobre o assunto após receber o laudo do IML com a definição da causa da morte de Bianca: “Estamos aguardando o laudo da perícia que sairá daqui a cinco ou seis dias, para o esclarecimento dos fatos”, afirma o gerente. O delegado Vagner Sanchez, da 2ª Delegacia de Polícia Civil de Catalão, disse que também aguarda o resultado da pericia para começar a ouvir os envolvidos e familiares da jovem.
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Impasse da Paixão
Domingo,
dia nacional do futebol e não podia ser diferente em Goiânia, cidade com
tradição e três grandes clubes. Os torcedores se reúnem nos bares, em frente a
grandes telões para acompanhar o time do coração e vibrar com os lances do jogo.
Uma emoção que poderia ser muito mais intensa se vivida no local das partidas,
os estádios, mas há um sentimento que domina os pensamentos dos torcedores, o
medo da violência, de ter uma dor muito maior que a da derrota, um sofrimento
físico.
Edson
Mendonça é um dos muitos que preferem assistir os jogos em bares. “Eu deixo de
ir ao estádio com medo da violência”, justifica. Ele tem 33 anos, já viveu
muito em estádios acompanhando o time do coração, o Vila Nova. A violência,
brigas de torcida e abusos policiais nunca o preocuparam, mas depois que teve
seus filhos ele não pensou duas vezes, nunca mais assistiu a jogos nos
estádios. Edson gostaria de ir, com toda a família, mas teme pela segurança de
seus filhos. “Não vou levar meus filhos nos jogos enquanto tiver essa
violência”, afirma.
As
torcidas organizadas (T. O.) geralmente são o estopim para qualquer confusão
nas arquibancadas dos jogos de futebol. O assessor de imprensa da Torcida
Organizada Força Jovem (que reúne torcedores do Goiás Esporte Clube) desde sua
fundação, Ademir Batista, não nega essa afirmação, mas afirma que as T. O. em
geral não pregam em sua ideologia a violência contra torcedores de outras
equipes ou agremiações.
Ademir
ressalta que, por serem entidades de acesso público, podem se associar a elas
qualquer pessoa que se interesse. Ele exemplifica com o caso da Força Jovem:
“Nós lidamos com mais de nove mil integrantes, obviamente que há entre eles os
que não querem somente torcer”. A rivalidade que existe em campo, toma
proporções muito maiores na cabeça desses torcedores, que confundem esporte com
violência e influenciam outros, formando assim gangues uniformizadas.
PM x T.O.?
Tentando
dar mais segurança a quem freqüenta os estádios, a Policia Militar (PM) interfere
nessa guerra particular entre torcidas organizadas. Em Goiânia, a PM se diz
preparada para lidar com esse problema, mas quem freqüenta os estádios ainda se
sente inseguro com o trabalho da corporação. “A polícia não tem preparo para
lidar com o tumulto em massa, a única opção que resta é usar bombas para
espantar os uniformizados”, diz Rafael Carvalho, também torcedor do Vila Nova.
O
tenente-coronel Amarildo Menezes Guerra, comandante do 1º Batalhão da PM e
coordenador das ações em jogos de futebol em Goiânia, considera que a força
policial está sim muito bem preparada e que houveram avanços no combate à
violência nos estádios. Guerra não conseguiu realmente encontrar defeitos no
efetivo policial atuante em jogos de futebol.
Apesar
da satisfação do Coronel Guerra, o público considera que a polícia não age com
a agilidade necessária. Welliton Guimarães, torcedor do São Paulo, estava
acompanhando Goiás e Vila Nova no Serra Dourada quando viu um homem sendo
agredido por uniformizados. ”A policia não fez nada, logo chegaram mais para
participar da briga, ai não tinha mais como controlar”, ressaltou.
Indiferente
às reclamações de quem freqüenta os estádios, Coronel Guerra descreve o bom
trabalho que a polícia vem fazendo. Ele reconhece entretanto que as diretorias
da torcidas organizadas vem se esforçando para acabar com a violência interna.
“As T. O. têm se comprometido junto ao Ministério
Público e a polícia com relação a passar dados dos integrantes e se adequar às
normas de conduta dentro dos estádios”. Mas isso, segundo Guerra, somente
aconteceu em resposta ao pedido de extinção das torcidas organizadas que foi
protocolado pela PM junto com a policia civil. Ele afirma também que, seguindo
as orientações da policia, talvez as T. O.
não precisem mais ser extintas.
Fim das T.O.s?
As
críticas ao trabalho da policia e existência das T. O. quase que se equiparam, mas para alguns
torcedores a única solução é o fim das torcidas organizadas. Sandro Cabral,
torcedor do Goiás, não vai mais ao Serra Dourada em jogos de expressão e
considera que as torcidas são “gangues legalizadas” e que elas deveriam ser “extintas a todo custo”. Sandro aplaude a
ação da policia. “A violência da policia é necessária, eles fazem o trabalho
deles bem feito”.
A
PM considera seu trabalho com relação a segurança nos estádios perfeito e isso
incomoda as torcidas organizadas. A posição arbitrária da polícia incomoda as
torcidas, que sentem uma maior necessidade de serem ouvidas. Ademir Batista diz
que acabar com as torcidas vai piorar a situação, porque hoje há um cadastro,
uma forma de identificar os criminosos e os punir. “Alem disso nós contribuímos
para a sociedade com vários projetos sociais”. Ele diz que a policia nada faz
hoje para resolver o problema, que é mais cômodo para eles simplesmente acabar
com as organizadas. “A PM age arbitrariamente, não ouve as organizadas”. Ademir
considera que seria muito mais fácil se houvesse comunicação entre as partes.
Projetos
Sociais:
Poucos
conhecem o papel social das torcidas organizadas. Elas atuam muito na
comunidade atendendo pessoas carentes. A torcida Força Jovem organiza todos os
anos o projeto Criança Feliz, que visa atender menores incentivando atividades
culturais e esportivas, pedindo doações de brinquedos e até oferecendo atendimento
médico. Alem disso A Força Jovem e a Torcida Esquadrão Vilanovense (do Vila
Nova Futebol Clube) organizam projetos para doação de sangue e festas para a
comunidade. Todo esse trabalho é feito dentro dos setores de Goiânia e atendem
a toda a comunidade.
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