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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Download de seriados via internet influencia canais por assinatura no Brasil


Internautas brasileiros têm acesso aos episódios poucas horas depois da exibição no país de origem

A febre dos seriados na internet vem provocando ao longo dos anos o crescimento de um novo segmento de sites e blogs brasileiros, dedicados exclusivamente a produzir conteúdo relacionado a seriados e a incentivar debates entre os fãs. Atualmente essas páginas inverteram a situação e passaram a incentivar internautas a buscarem novas produções, de tal forma que os próprios canais por assinatura brasileiros estão os utilizando para a divulgação dos seriados que transmitem.

O blog  Série Maníacos é um exemplo de site bem sucedido do segmento no Brasil, com mais de 1,5 milhão de acessos mensais, fazendo também parcerias com os grandes canais por assinatura na divulgação de séries. Grande parte dos frequentadores desse tipo de site assistem seriados no computador e não na televisão. Os internautas têm acesso aos episódios poucas horas depois da exibição no país de origem.

Como efeito direto, nos últimos anos, em um processo lento e progressivo, pôde-se perceber que o lançamento de episódios inéditos na TV brasileira está cada vez mais próximo da data de transmissão no canal original. As emissoras também criaram sites para fãs dos seriados, mas eventualmente acabaram cedendo aos já existentes. “Os blogs de séries mais antigos já possuíam uma base de leitores infinitamente superior, e como mais acessos do qualquer hot site dos canais”, afirma Michel Arouca, redator e editor do blog Série Maníacos.

Ao firmar parcerias com os portais da internet, as emissoras demonstram que estão dispostas a conviver com a internet ao invés de combatê-la. Michel Arouca considera que, de fato, a internet contribui, mas de outras formas: “o público que faz download costuma consumir outras mídias mesmo baixando os episódios gratuitamente. DVD, Blu-Ray, CD, iTunes. Sem falar que muitos também assinam a TV a cabo”. “De um jeito ou de outro, as pessoas que baixam séries costumam dar retorno financeiro”, conclui.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Internautas brasileiros democratizam seriados de todo o mundo


A produção independente de legendas contribui na popularização de produções internacionais no Brasil, via internet.

Tudo começou com a criação de fóruns e portais onde fãs de seriados poderiam compartilhar seus comentários e teorias sobre as tramas que os empolgassem. Com o tempo, os frequentadores dessas comunidades perceberam que, para tirar suas séries favoritas do anonimato e apresentá-las aos amigos que não sabiam inglês, eles deveriam legendar as séries. Foi a partir dessa necessidade que surgiram as primeiras equipes de legenders: internautas que produzem legendas em português para suas series favoritas, gratuitamente.


A ação dos legenders contribuiu para a popularização dos seriados na internet, a tal ponto que atualmente essa atividade não é vista com bons olhos pelas grandes produtoras e canais por assinatura brasileiros. “Nossa atividade não é bem vista”, declara Paniago, estudante e legender de 17 anos que por motivo de segurança não revelou o nome. Fazendo parte da equipe InSubs, Paniago realça que a atividade não tem nenhum fim lucrativo e que o único objetivo das equipes de legenders é “proporcionar àqueles fãs que não sabem inglês, a oportunidade de assistir a querida série”.

Muitos dos fãs se seriados concordam que várias vezes a legenda dos legenders é melhor do que as feitas pelas produtoras. Para Paniago, o que mais influencia nessa diferença é o fato de serem os próprios fãs que estão produzindo as legendas. As equipes de legenders e a comunidade de pessoas que assistem seriados no computador têm um bom relacionamento. A declaração de Paniago sobre como ele se inseriu na atividade explica porque as equipes de legenders tendem a crescer: “Eu sempre assistia e aparecia o apelido dos membros e da equipe (que fez a legenda). Aquilo me despertou a vontade de conhecê-los e foi assim que tudo começou”.

A equipe InSubs, que inclui Paniago, é uma de várias equipes, que contam com membros todos os cantos do mundo. Existente desde julho de 2007, conta hoje com 58 membros e já produziu legendas para mais de 150 produções, sendo aproximadamente 3200 legendas. Com um total de downloads que beira a 2 milhões, a equipe sobrevive somente da dedicação dos membros que, além de democratizar as produções internacionais, também buscam melhorar e praticar seus conhecimentos de outras línguas. “Acho que o que nos mantém é a gratidão dos fãs e a vontade de sempre aprender mais a cada legenda”, confirma Paniago.

Curso de jornalismo da PUC Goiás destaca a importancia do estágio


Coordenador de Estágio do curso de jornalismo da universidade busca valorização da disciplina e atividade pelos estudantes.

Quando um aluno de jornalismo começa a disciplina de Estágio Supervisionado, ouvem-se vários questionamentos sobre a real necessidade de passar por essa matéria. Para alguns, passar por um estágio já é certeza de aprendizado, mesmo que não haja nenhum tipo de monitoria ou preparo, o que nem sempre é verdade. Se um estudante e uma empresa não se portar adequadamente, o processo de aprendizado fica comprometido e, conseqüentemente, a real relevância desse futuro profissional no mercado se torna incerta.

O professor e Coordenador de Estágio da faculdade de Jornalismo da PUC Goiás, Antônio Carlos Cunha, explica que no estágio o estudante “ganha dimensão de questões próprias do ambiente de trabalho do jornalista. Questões que por mais que nós falemos em sala de aula, muitas vezes é preciso vivenciar para poder ter uma compreensão plena”. Porém, o coordenador acredita que a postura do estudante no campo de estágio é a única forma de definir se essa vivência diária vai ou não facilitar sua adaptação ao mercado.  Essa é a maior função da disciplina de estágio, preparar o estudante para conviver com o ambiente jornalístico profissional.

Antônio Carlos esclarece que, em sala de aula, os professores da disciplina trabalham a Lei de Estágio, que regula a atividade, e explicam aos estudantes quais atitudes são ou não abusivas por parte da empresa e por parte dos estagiários. A postura ética e profissional é tema recorrente nas aulas. Os alunos também são acompanhados através de relatórios, que devem conter declarações dos responsáveis por acompanhar o estagiário na empresa, dos estudantes e por fim dos professores da disciplina.

Todo esse acompanhamento tem se mostrado produtivo, na medida em que a monitoria dos professores coíbe atitudes não condizentes com a atividade, tanto por parte das empresas, quanto pelos estudantes. Além disso, sendo mais bem preparados, grande parte dos estagiários garantem contratações ou boas recomendações por parte das empresas. “O estágio é uma oportunidade para os alunos demonstrarem suas habilidades, mas pode fechar portas se os estudantes levarem para o estágio uma postura (ética e profissional) não condizente com o mercado”.

Jogadores e técnicos falam sobre resultado do Superclássico


Seleção canarinho saiu com vantagem após primeiro dos dois confrontos Brasil x Argentina.


O primeiro jogo do Superclássico das Américas, entre Brasil x Argentina, deixou a seleção brasileira mais próxima de levantar a taça do campeonato amistoso. O time de Mano Menezes conquistou a vitória por 2 a 1, de virada. O jogo decisivo ocorre dia três de outubro, em Resistencia, na Argentina. Após o primeiro confronto as opiniões estavam bem divididas entre técnicos e jogadores das duas equipes.

Os argentinos não concordaram com o resultado. “O resultado foi injusto porque fizemos muito bem as coisas o jogo todo. É assim, sabíamos que ia ser difícil. Mas perder assim...”, afirmou Barcos, atacante da Argentina e do Palmeiras. Apesar de cabisbaixo, o técnico argentino Alejandro Sabella ainda elogiou os argentinos que atuam no Brasil: “Os atletas que atuam no Brasil têm muitas qualidades, e nós conseguimos ir muito bem no aspecto defensivo. Era jogo para empate.”

Apesar de não partilhar das mesmas opiniões que seus ‘hermanos’, os brasileiros foram menos incisivos. “Foi um jogo leal. A Argentina está de parabéns”, disse Neymar, politicamente. O técnico Mano Menezes, ameaçado de demissão, preferiu justificar a má atuação brasileira, apesar da vitória, realçando que a seleção estava desfalcada: “Com a Seleção completa, nós teremos uma ideia diferente e a tática vem se desenhando. Vamos ver isso mais ali na frente para estender mais o nosso período de invencibilidade com a Seleção completa.”

Já com relação ao jogo decisivo, todos concordam que a postura das equipes dentro do campo deve ser bem diferente. “Como (os argentinos) perderam, devem ir mais para frente. Temos que manter a calma e explorar os contra-ataques”, ponderou Neymar. Sabella admitiu que alterou a postura do time para esse jogo e promete mudanças para a volta em Resistencia: “Era preciso ser pragmático. Com os melhores do mundo, a Argentina pode atuar de outra maneira.”.

Brasil vence e tem vantagem na decisão do Superclássico das Américas

Vitória de virada, com gols de Paulinho e Neymar, dá fôlego à Mano Menezes, contestado pela torcida.

Com o apoio dos mais de 35 mil torcedores presentes na noite dessa quarta-feira, no estádio Serra Dourada, em Goiânia, a Seleção Brasileira de Futebol garantiu mais uma vitória contra a Argentina. Nosso arqui-rival até saiu na frente, mas não conseguiu segurar o placar durante os noventa minutos e deixou o Brasil mais perto de levantar a taça do Superclássico das Américas. O jogo decisivo do confronto ocorre na cidade de argentina de Resistencia, dia três de outubro.

O jogo começou com as duas equipes demonstrando muita vontade, com o Brasil sendo um pouco mais perigoso, mas quem saiu na frente foi a Argentina. Aos 19 minutos, Clemente Rodriguez fez um cruzamento certeiro pela esquerda e Martinez, jogador do Corinthians, mostrou habilidade dominando e chutando forte, sem chance para o goleiro Jefferson.

O Brasil tentou reagir com Luis Fabiano, mas o são paulino chutou muito mal, deixando os torcedores apreensivos. Mesmo preocupada, a torcida continuou apoiando, até que aos 25 minutos do primeiro tempo o brasileiro Lucas sofreu falta pela direita. Neymar cruzou para área e Paulinho, impedido, apareceu para desviar a bola e empatar o jogo. O placar continuou parado no 1 a 1 durante o resto do primeiro tempo.

Na volta para a segunda etapa, nenhum dos times sofreu alteração. O jogo recomeçou da mesma forma como havia sido durante toda a primeira etapa: a Argentina fria, esperando uma chance de contra-ataque e o Brasil tentando, sem sucesso, mostrar o seu melhor futebol. Mesmo com Lucas e Neymar, a seleção brasileira sofria para conseguir espaços na defesa argentina. Foi pensando nisso que, aos 17 do segundo tempo, Mano Menezes decidiu trocar um meia por outro mais experiente, colocou Thiago Neves no lugar de Jádson.

A tentativa não foi bem sucedida inicialmente contra o forte sistema de marcação argentino. Luis Fabiano, que quase não recebeu bolas na segunda etapa, foi substituído por Leandro Damião, o que fez explodir a insatisfação da torcida com Mano Menezes. Os presentes no Serra Dourada começaram a manifestar-se contra o treinador e vaiar a própria seleção brasileira. Manifestações que se repetiram quando Mano sacou Lucas para a entrada de Wellington Nem, aos 29 minutos.

Os ânimos só se acalmaram quase no fim do jogo. Nos acréscimos o argentino Désabato, ex-corinthians, derrubou Leandro Damião na área e foi marcado o pênalti que daria a vitória ao Brasil. Neymar converteu sem dificuldades e garantiu a vantagem e o alívio momentâneo para Mano Menezes, que ainda não conquistou a total confiança dos torcedores canarinhos. 

Brasil de olho nas Olimpíadas Universitárias para fechar ciclo de ouro do esporte nacional

Confederação de Desportos Universitários trabalha junto com Ministério do Esporte para que o Brasil sedie a competição em 2017 ou 2019


A segunda década do século 21 está recheada de grandes eventos esportivos acontecendo no Brasil. Teremos os Jogos Militares em 2011, a Copa das Confederações de futebol em 2013, a Copa do Mundo de Futebol em 2014, alem disso as Olimpíadas e as Paraolimpíadas em 2016.

A Confederação Brasileira de Desportos Universitários (CBDU) não quer ficar de fora desta festa do esporte e começou a discussão com o Ministro dos Esportes Orlando Silva para lançar a candidatura do Brasil como sede da Universiade de 2017 ou 2019. A Universiade é considerada como as Olimpíadas Universitárias.

O representante da CBDU em Goiás, Lusimar dos Santos, que é presidente da Federação Goiana de Desportos Universitários (FGDU), acredita que o Brasil tem plenas condições de sediar a Universiade e ressalta o papel de todas as federações pelo país para tornar isso realidade. “Temos grandes possibilidades de realizar a Universiade no Brasil, será um legado importante para nosso pais. Luciano Cabral é hoje atual vice presidente da FISU, ele tem bom relacionamento com todos dentro da maior entidade do esporte universitário no mundo. Para as Federações de Desportos Universitários será importante, certamente estaremos colaborando para o sucesso do evento”, declarou Lusimar.

A CBDU quer usar toda a estrutura deixada por estes vários e grandes eventos esportivos que irão ocorrer no país para engrandecer a candidatura do Brasil, tendo como sede para a Universiade a cidade do Rio de Janeiro, que já vai ser sede das Olimpíadas em 2016. O Brasil sediou a Universiade somente uma vez, em 1963 na cidade de Porto Alegre (RS), que recebeu mais de 1500 atletas de todo o mundo. 

Para presidente da Federação Goiana de Desportos Universitários, Goiânia está preparada para receber Olimpíadas nacionais.


Em entrevista, Lusimar dos Santos afirma que Goiânia possui estrutura necessária para receber a maior competição universitária do país.

O presidente da Federação Goiana de Desportos Universitários (FGDU), Lusimar dos Santos, considera que Goiás e Goiânia já possuem plenas condições de sediar as Olimpíadas Universitárias do Brasil (JUBs) em 2011. A cidade sediará em 2010 a etapa nacional dos jogos estudantis e as comitivas goianas vem sempre se mostrando competitivas nos eventos estudantis de diversos níveis pelo Brasil.

Lusimar afirma que a federação já está agindo para que este evento aconteça em Goiás. “Estamos buscando junto ao COB E CBDU a responsabilidade de sediar a fase nacional 2011, Goiânia esta preparada, temos infra-estrutura pronta. Cabe informar que a fase final das Olimpíadas Escolares 2010 será na cidade de Goiânia. A parte política é importante, porque precisamos do apoio da Prefeitura ou Estado para realizar este grande evento”, declarou.

A busca por apoio político é um grande problema para a federação. “temos varias dificuldade para trabalhar o esporte em Goiânia por falta de incentivo público”, disse Lusimar, que trabalha hoje sem patrocínio privado e sem apoio da Agencia Goiana de Esporte e Lazer (AGEL), apesar de a federação trabalhar em um espaço cedido pela Agencia.

 A FGDU caminha somente com apoio das universidades e da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SEMEL) de Goiânia. “Não temos apoio da AGEL, como nunca tivemos ao longo desse tempo que estou no esporte universitário. Temos apoio sim das faculdades que participam dos Jogos, também sempre tivemos de alguma forma apoio da SEMEL” declara o presidente, que, mais do que ninguém sabe a dificuldade de conseguir apoio ao esporte por parte do estado.

Mesmo com as dificuldades políticas a FGDU tem confiança de que Goiânia irá sediar as JUBs em 2011 com a força estrutural que tem e a força que atletas goianos demonstram todos os anos nas competições em que participam. E este ano nas Olimpíadas Universitárias de Blumenal – SC a federação espera reforçar ainda mais a candidatura de Goiânia. “Esperamos montar uma delegação forte que consiga bons resultados em Blumenau e coloque as equipes goianas nas divisões especiais do torneio no ano que vem”, torce Lusimar.