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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Brasil de olho nas Olimpíadas Universitárias para fechar ciclo de ouro do esporte nacional

Confederação de Desportos Universitários trabalha junto com Ministério do Esporte para que o Brasil sedie a competição em 2017 ou 2019


A segunda década do século 21 está recheada de grandes eventos esportivos acontecendo no Brasil. Teremos os Jogos Militares em 2011, a Copa das Confederações de futebol em 2013, a Copa do Mundo de Futebol em 2014, alem disso as Olimpíadas e as Paraolimpíadas em 2016.

A Confederação Brasileira de Desportos Universitários (CBDU) não quer ficar de fora desta festa do esporte e começou a discussão com o Ministro dos Esportes Orlando Silva para lançar a candidatura do Brasil como sede da Universiade de 2017 ou 2019. A Universiade é considerada como as Olimpíadas Universitárias.

O representante da CBDU em Goiás, Lusimar dos Santos, que é presidente da Federação Goiana de Desportos Universitários (FGDU), acredita que o Brasil tem plenas condições de sediar a Universiade e ressalta o papel de todas as federações pelo país para tornar isso realidade. “Temos grandes possibilidades de realizar a Universiade no Brasil, será um legado importante para nosso pais. Luciano Cabral é hoje atual vice presidente da FISU, ele tem bom relacionamento com todos dentro da maior entidade do esporte universitário no mundo. Para as Federações de Desportos Universitários será importante, certamente estaremos colaborando para o sucesso do evento”, declarou Lusimar.

A CBDU quer usar toda a estrutura deixada por estes vários e grandes eventos esportivos que irão ocorrer no país para engrandecer a candidatura do Brasil, tendo como sede para a Universiade a cidade do Rio de Janeiro, que já vai ser sede das Olimpíadas em 2016. O Brasil sediou a Universiade somente uma vez, em 1963 na cidade de Porto Alegre (RS), que recebeu mais de 1500 atletas de todo o mundo. 

Para presidente da Federação Goiana de Desportos Universitários, Goiânia está preparada para receber Olimpíadas nacionais.


Em entrevista, Lusimar dos Santos afirma que Goiânia possui estrutura necessária para receber a maior competição universitária do país.

O presidente da Federação Goiana de Desportos Universitários (FGDU), Lusimar dos Santos, considera que Goiás e Goiânia já possuem plenas condições de sediar as Olimpíadas Universitárias do Brasil (JUBs) em 2011. A cidade sediará em 2010 a etapa nacional dos jogos estudantis e as comitivas goianas vem sempre se mostrando competitivas nos eventos estudantis de diversos níveis pelo Brasil.

Lusimar afirma que a federação já está agindo para que este evento aconteça em Goiás. “Estamos buscando junto ao COB E CBDU a responsabilidade de sediar a fase nacional 2011, Goiânia esta preparada, temos infra-estrutura pronta. Cabe informar que a fase final das Olimpíadas Escolares 2010 será na cidade de Goiânia. A parte política é importante, porque precisamos do apoio da Prefeitura ou Estado para realizar este grande evento”, declarou.

A busca por apoio político é um grande problema para a federação. “temos varias dificuldade para trabalhar o esporte em Goiânia por falta de incentivo público”, disse Lusimar, que trabalha hoje sem patrocínio privado e sem apoio da Agencia Goiana de Esporte e Lazer (AGEL), apesar de a federação trabalhar em um espaço cedido pela Agencia.

 A FGDU caminha somente com apoio das universidades e da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SEMEL) de Goiânia. “Não temos apoio da AGEL, como nunca tivemos ao longo desse tempo que estou no esporte universitário. Temos apoio sim das faculdades que participam dos Jogos, também sempre tivemos de alguma forma apoio da SEMEL” declara o presidente, que, mais do que ninguém sabe a dificuldade de conseguir apoio ao esporte por parte do estado.

Mesmo com as dificuldades políticas a FGDU tem confiança de que Goiânia irá sediar as JUBs em 2011 com a força estrutural que tem e a força que atletas goianos demonstram todos os anos nas competições em que participam. E este ano nas Olimpíadas Universitárias de Blumenal – SC a federação espera reforçar ainda mais a candidatura de Goiânia. “Esperamos montar uma delegação forte que consiga bons resultados em Blumenau e coloque as equipes goianas nas divisões especiais do torneio no ano que vem”, torce Lusimar.

Abertas as inscrições para os Jogos Universitários de Goiás 2010


As inscrições podem ser feitas até o dia 23 de Abril e são pagas pelas universidades.
  
Estão abertas até o dia 23 de Abril as inscrições para os Jogos Universitários de Goiás (JUGs) 2010 que irão ser realizados entre os dias 19 e 23 de Maio em complexos esportivos da capital, Goiânia. Alem de se divertir competindo contra colegas de diversas instituições universitárias de Goiás, quem participar do evento poderá também garantir uma vaga nas Olimpíadas Universitárias do Brasil (JUBs). Competição aonde estudantes de todo o Brasil irão competir, em busca de se tornarem atletas, sob o olhar atento de representantes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Em 2009, os JUGs contaram com a presença de mais de 600 atletas. Este ano a Federação Goiana de Desportos Universitários (FGDU), organizadora do evento, espera por volta de 700 inscritos e conta com o apoio das Universidades na divulgação dos jogos e apoio aos atletas. Serão disputadas nove modalidades esportivas: vôlei, basquete, handebol, futsal, xadrez, natação, atletismo, judô (masculino e feminino) e futebol de campo (masculino).

No ano passado foram selecionadas 161 pessoas (atletas, dirigentes e comissão técnica) para representarem Goiás nas JUBs e a meta neste ano é conseguir mais atletas e melhor qualidade na comitiva goiana. “A FGDU e Goiânia querem sediar em 2011 as Olimpíadas Universitárias do Brasil e esperamos montar uma delegação forte que consiga bons resultados em Blumenau (SC) e coloque as equipes goianas nas divisões especiais do torneio no ano que vem”, destaca Lusimar dos Santos, presidente da FGDU.

As inscrições para os JUGs 2010 podem ser feitas até o dia 23 de Abril na sede da FGDU no estádio Serra Dourada, em Goiânia, em dias úteis entre às 13 e 17 horas. As inscrições são pagas pela universidade de onde o atleta é proveniente. As fichas de inscrição e regulamento da competição podem estão disponíveis no site: www.fgdu.com.br.

Energia sustentável, a ambição do mundo


A busca pela sustentabilidade se tornou o tema das ultimas décadas, mas nem sempre ela é alcançada na prática.

As matrizes energéticas são as fontes de energia existentes, as formas de produzir energia. No mundo inteiro desde o inicio dos anos de 1990 vêm se discutindo com mais seriedade os efeitos negativos e positivos de cada um dos meios de produzir energia. Surgiram então os apelos pela utilização de fontes limpas e renováveis de energia, que causam menos danos ao meio ambiente. Quais são estas fontes alternativas e limpas? Seria viável e realmente não prejudicial ao meio ambiente produzir energia através destes meios? Seria realmente rentável mudar os meios de produção? Estes são alguns questionamentos que permeiam os responsáveis pela introdução deste novo jeito de produzir energia.

O Brasil é um bom exemplo para o mundo na utilização de energia. Foram introduzidas as fontes hidráulicas e a produção de biomassa (matéria prima para combustíveis como o etanol) antes até deste apelo mundial por materiais renováveis. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), até 2006, 45% da produção de energética do país era proveniente da Biomassa e das Hidrelétricas, quase metade de toda a matriz nacional. O Etanol brasileiro, combustível barato e mais limpo que o petróleo, é cobiçado pelos países desenvolvidos e a produção energética das hidrelétricas é até vendida a nações vizinhas. A energia solar também é utilizada e trás a médio/longo prazo grande economia ao país na geração e distribuição de eletricidade.

O estado de Goiás é um dos grandes produtores de cana-de-açúcar, principal matéria prima do Etanol. A economia goiana vem sendo afetada positivamente por esta condição. Por outro lado, este crescimento econômico trás consigo vários problemas sociais e ambientais. Proporcionados pela grande migração de trabalhadores de outros estados e as condições de trabalho dadas a estas pessoas. Também pelas queimadas e as grandes plantações de cana, que ocupam grandes espaços de terras.

Etanol

            O Etanol é considerado um combustível limpo e renovável. Sua matéria prima, a cana-de-açúcar, é cultivada em larga escala e é inesgotável, na medida em que pode ser colhida e em outra estação volta a crescer. Ao contrário do petróleo, que demora milhares de anos para ser reposto no meio ambiente e é muito caro para ser extraído solo. É muito bem visto por todas as nações, o combustível do momento. Atende a todas as requisições, desde seu custo até o fato de que reduz a emissão de Gás Carbônico (CO2) na atmosfera, gás venenoso e que é um dos causadores do aquecimento global.

A cana-de-açúcar é cultivada em larga escala no Brasil para ser usada na produção de Etanol, principalmente na região centro-sul. São Paulo e Goiás são os estados que mais se destacam. O Etanol brasileiro é barato, por isso é cobiçado pelos Estados Unidos, que fabricam este produto a base de milho, que é mais caro e necessita mais da mistura com a gasolina. Países como o Japão aprovaram a utilização de 3% de Etanol na mistura de combustíveis e se tornaram compradores em potencial produto brasileiro.

            O governo brasileiro fez um zoneamento da produção de cana-de-açúcar, onde mais de 80% do território ficou proibido de receber plantações, para preservar a natureza nativa de biomas como a Amazônia e Pantanal. Ficou definida também a utilização de pastagens ociosas. Alem da questão de onde plantar, o zoneamento estabeleceu o máximo de 150 hectares para inibir a monocultura. Em Goiás o cultivo de cana não pode chocar-se com o de soja e a pecuária e também foi demonstrada a preocupação com a preservação do cerrado.          

Medidas até foram tomadas, mas ainda ocorrem queimadas para liberar terrenos propensos ao cultivo. Atos que ferem a fauna e a flora das regiões. Nos estados de Goiás e São Paulo, maiores produtores atualmente e que ainda não possuem legislação específica, as queimadas ocorrem em grande escala, mas este fato está em tratamento pelo Ministério Publico dos respectivos estados.

A migração de trabalhadores do norte e nordeste para as plantações de cana no centro-sul é causa de vários problemas sociais. Estas pessoas, em sua maioria, são pobres e despreparados trabalhadores que, ao final da época de colheita acabam ficando sem renda e muitos se rendem ao crime. Os roubos e mortes nos municípios crescem descontroladamente. Este fato é causado também pela falta de infra-estrutura das cidades que, por conta dos migrantes, sofrem um aumento populacional para o qual não estão preparadas.

Ainda temos os abusos dos produtores de cana, que oferecem salários e condições de trabalho ruins aos trabalhadores. Segundo o sociólogo especialista em sociologia rural e ambiental, Fausto Miziara, a migração de pessoas para trabalhar na colheita de cana-de-açúcar não trará tantos problemas sociais no futuro. Os empregadores vêm tendo uma consciência política de que os compradores pelo mundo hoje buscam o politicamente correto. “Os produtores não irão usufruir de trabalho escravo, por exemplo, porque isso irá afetar os negócios e a venda”, afirmou Miziara.

Energia Hidrelétrica

            As usinas hidrelétricas produzem energia através da força das águas dos rios que movem mecanismos e estes mecanismos convertem a energia mecânica em elétrica. Não esgotam matérias primas, não poluem o meio ambiente e produzem energia em larga escala. Esta matriz energética não é muito desenvolvida no mundo, mas no Brasil é a principal fonte de energia. O país possui uma das maiores usinas hidrelétricas do mundo, que produz 19% da energia elétrica utilizada pela população. Isso sem contar as várias hidrelétricas de pequeno porte espalhadas por todo o Brasil, que possui uma grande quantidade de rios.

            Apesar de não ser poluente, de produzir grande quantidade de energia e de não esgotar matérias primas do meio ambiente, as hidrelétricas também possuem seus pontos negativos. Para a construção de hidrelétricas, muitas vezes deve-se alagar grandes áreas aonde vivem animais e até mesmo pessoas, acabando também com a vegetação local. Animais e vegetação mortos e construções ficam no fundo dos lagos e se decompõem contaminando lençol freático.

            Falando de impactos sociais no Brasil, nas áreas que são alagadas, os moradores devem ser direcionados para novas localidades, mas as construtoras não disponibilizam estas novas localidades e muitas vezes os moradores ficam sem teto e nenhuma indenização. Existem pessoas que lutam por indenização desde a construção da usina de Itaipu, nos anos de 1980.

O que causa a maior parte dos impactos ambientais e sociais é a corrupção dos órgãos de fiscalização. O perito ambiental do Ministério Público de Goiás Rogério César explica que até 2004 a Agencia Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) leiloava o direito de explorar o potencial energético de certa localidade.  "O empreendedor já tinha pagado por aquele empreendimento, então ele iria fazer de tudo para que a licença daquele empreendimento fosse aprovada, por mais inviável que fosse", afirmou Rogério Cesar. Este sistema de leilões foi um grande problema no desenvolvimento das hidrelétricas, segundo o perito do ministério publico haviam vários empreendimentos inviáveis ambientalmente, mas que atropelavam os processos por já terem autorização do governo.


Energia Solar
           
            Falando sobre energia renovável e limpa, talvez não haja uma matriz energética tão perfeita quanto a energia solar. Ao retirar eletricidade para consumo através dos raios solares, o homem não causa efeito negativo algum na natureza e não libera produtos tóxicos ou contribui para o aquecimento global. No entanto, apesar de ser muito limpa e não prejudicial, a energia solar não é produzida em larga escala, e por isso não atende à demanda de uma grande cidade, por exemplo. Esta matriz é mais utilizada de forma doméstica. É muito cara para ser introduzida, mas possui pouca necessidade de manutenção e muita durabilidade.

No Brasil, a energia solar é muito usual, lugares inóspitos ou de difícil acesso são beneficiados com a introdução de equipamentos para que possam possuir energia elétrica. O engenheiro agrícola e membro da Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (ANTAC), professor Regis Castro Ferreira, acrescenta que a geração de energia elétrica por meio de raios solares viabiliza a energização rural e inclusão social de regiões remotas como na Amazônia. “Como que vamos ligar a rede em uma vila ribeirinha na Amazônia a 2 mil km do centro urbano?”, afirma o Professor, demonstrando o quanto é menos trabalhoso para o governo levar energia para regiões de difícil acesso dessa forma.

Outra vantagem deste tipo de energia no Brasil é pura e simplesmente a localização geográfica do país, que fica em uma parte do globo em que incidem raios solares acima da média mundial. O que impede a implementação maior da energia solar é o imediatismo do mundo globalizado, que não vê vantagem na produção e desenvolvimento deste tipo de matriz simplesmente pelo fato de que o rendimento não é a curto e sim a médio longo prazo. Fatores que deixam à margem essa que talvez seja a melhor e mais segura forma de produzir energia descoberta pelo homem, e ainda, provém de uma fonte praticamente inesgotável, o Sol.

Segundo a Agência Internacional de energia, até 2006 o mundo usufruía em média de cerca de 10% da produção de energia proveniente de fontes renováveis, e o Brasil mais de 46% o que a principio é considerado bom. Porém, o professor Regis Castro alerta para o uso destes tipos de fontes que pode às vezes até ser mais prejudicial. “Devemos ter cuidado ao incentivar um tipo de matriz energética sem toda uma estrutura”, refletiu o Professor. Procurando ser mais otimista, Regis Castro deixa claro que proteger o meio ambiente vai muito alem do produto que se usa ou a fonte de energia disponível. Também depende se as nações vão possuir a estrutura necessária para mudar os hábitos sem causar o mesmo efeito e prejudicar o meio ambiente no processo.   

Impasse da Paixão


Domingo, dia nacional do futebol e não podia ser diferente em Goiânia, cidade com tradição e três grandes clubes. Os torcedores se reúnem nos bares, em frente a grandes telões para acompanhar o time do coração e vibrar com os lances do jogo. Uma emoção que poderia ser muito mais intensa se vivida no local das partidas, os estádios, mas há um sentimento que domina os pensamentos dos torcedores, o medo da violência, de ter uma dor muito maior que a da derrota, um sofrimento físico.
Edson Mendonça é um dos muitos que preferem assistir os jogos em bares. “Eu deixo de ir ao estádio com medo da violência”, justifica. Ele tem 33 anos, já viveu muito em estádios acompanhando o time do coração, o Vila Nova. A violência, brigas de torcida e abusos policiais nunca o preocuparam, mas depois que teve seus filhos ele não pensou duas vezes, nunca mais assistiu a jogos nos estádios. Edson gostaria de ir, com toda a família, mas teme pela segurança de seus filhos. “Não vou levar meus filhos nos jogos enquanto tiver essa violência”, afirma.
As torcidas organizadas (T. O.) geralmente são o estopim para qualquer confusão nas arquibancadas dos jogos de futebol. O assessor de imprensa da Torcida Organizada Força Jovem (que reúne torcedores do Goiás Esporte Clube) desde sua fundação, Ademir Batista, não nega essa afirmação, mas afirma que as T. O. em geral não pregam em sua ideologia a violência contra torcedores de outras equipes ou agremiações.
Ademir ressalta que, por serem entidades de acesso público, podem se associar a elas qualquer pessoa que se interesse. Ele exemplifica com o caso da Força Jovem: “Nós lidamos com mais de nove mil integrantes, obviamente que há entre eles os que não querem somente torcer”. A rivalidade que existe em campo, toma proporções muito maiores na cabeça desses torcedores, que confundem esporte com violência e influenciam outros, formando assim gangues uniformizadas.

PM x T.O.?
Tentando dar mais segurança a quem freqüenta os estádios, a Policia Militar (PM) interfere nessa guerra particular entre torcidas organizadas. Em Goiânia, a PM se diz preparada para lidar com esse problema, mas quem freqüenta os estádios ainda se sente inseguro com o trabalho da corporação. “A polícia não tem preparo para lidar com o tumulto em massa, a única opção que resta é usar bombas para espantar os uniformizados”, diz Rafael Carvalho, também torcedor do Vila Nova.
O tenente-coronel Amarildo Menezes Guerra, comandante do 1º Batalhão da PM e coordenador das ações em jogos de futebol em Goiânia, considera que a força policial está sim muito bem preparada e que houveram avanços no combate à violência nos estádios. Guerra não conseguiu realmente encontrar defeitos no efetivo policial atuante em jogos de futebol.
Apesar da satisfação do Coronel Guerra, o público considera que a polícia não age com a agilidade necessária. Welliton Guimarães, torcedor do São Paulo, estava acompanhando Goiás e Vila Nova no Serra Dourada quando viu um homem sendo agredido por uniformizados. ”A policia não fez nada, logo chegaram mais para participar da briga, ai não tinha mais como controlar”, ressaltou.
Indiferente às reclamações de quem freqüenta os estádios, Coronel Guerra descreve o bom trabalho que a polícia vem fazendo. Ele reconhece entretanto que as diretorias da torcidas organizadas vem se esforçando para acabar com a violência interna. “As T. O.  têm se comprometido junto ao Ministério Público e a polícia com relação a passar dados dos integrantes e se adequar às normas de conduta dentro dos estádios”. Mas isso, segundo Guerra, somente aconteceu em resposta ao pedido de extinção das torcidas organizadas que foi protocolado pela PM junto com a policia civil. Ele afirma também que, seguindo as orientações da policia, talvez as T. O.  não precisem mais ser extintas.

Fim das T.O.s?
As críticas ao trabalho da policia e existência das T. O.  quase que se equiparam, mas para alguns torcedores a única solução é o fim das torcidas organizadas. Sandro Cabral, torcedor do Goiás, não vai mais ao Serra Dourada em jogos de expressão e considera que as torcidas são “gangues legalizadas” e que elas deveriam  ser “extintas a todo custo”. Sandro aplaude a ação da policia. “A violência da policia é necessária, eles fazem o trabalho deles bem feito”.
A PM considera seu trabalho com relação a segurança nos estádios perfeito e isso incomoda as torcidas organizadas. A posição arbitrária da polícia incomoda as torcidas, que sentem uma maior necessidade de serem ouvidas. Ademir Batista diz que acabar com as torcidas vai piorar a situação, porque hoje há um cadastro, uma forma de identificar os criminosos e os punir. “Alem disso nós contribuímos para a sociedade com vários projetos sociais”. Ele diz que a policia nada faz hoje para resolver o problema, que é mais cômodo para eles simplesmente acabar com as organizadas. “A PM age arbitrariamente, não ouve as organizadas”. Ademir considera que seria muito mais fácil se houvesse comunicação entre as partes.

Projetos Sociais:

Poucos conhecem o papel social das torcidas organizadas. Elas atuam muito na comunidade atendendo pessoas carentes. A torcida Força Jovem organiza todos os anos o projeto Criança Feliz, que visa atender menores incentivando atividades culturais e esportivas, pedindo doações de brinquedos e até oferecendo atendimento médico. Alem disso A Força Jovem e a Torcida Esquadrão Vilanovense (do Vila Nova Futebol Clube) organizam projetos para doação de sangue e festas para a comunidade. Todo esse trabalho é feito dentro dos setores de Goiânia e atendem a toda a comunidade.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Programa: Que Rock é Esse - Especial Engenheiros do Hawaii





Programa produzido em 2009, para avaliação na disciplina de "Radiojornalismo".
Curso de Comunicação Social - Bacharelado em Jornalismo na PUC-GO.


Locução
: Yuri Montanini e Cecília Preda.
Produção: Leandro "Gel" Pereira, Pedro Henrique Malta e Rafael Rabelo.
Edição: André Safadi

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Radiodocumentario - Locução Esportiva em Goiás



"Esta obra tem como objetivo resgatar a história do futebol em Goiás e da locução esportiva no estado por meio dos depoimentos de Edson Rodrigues, Ledes Gonçalves e Jurandir Santos, os porta-vozes da emoção. Preservar a memória do rádio esportivo goiano, além de traçar perspectivas em relação ao futuro dessa tradição que já perpetua por mais de meio século."

Produzido por:
Luís Gustavo Martins Santos;
Marco Antônio Fernandes Filho;
Pedro Henrique Malta Martins;
Rafael Fonteles Rabelo;
Yuri Marcos Vieira da Cunha Montanini.