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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Breve


A vida voa
Anos passam
Sonhos cessam
A morte à proa

Rico é meu definhar
Pois conquistei nesse mundo a maior das aspirações
A de uma paixão despertar

Deixo-te, minha amada
Que por mim se encantou
Em sua vida memórias minhas guardou
E do meu espírito foi a relaxante pousada

Conquistei do homem a maior das pretensões
Meu nome na sua história pude marcar
Agora que vou, te deixo com nossas recordações

domingo, 13 de setembro de 2009

Drogas da Democracia

As drogas da democracia? O preconceito, a hipocrisia, o egoísmo do ser humano. Existem muitas drogas ilícitas e lícitas, o que faz das lícitas menos prejudiciais é somente o fato de serem aceitas. Hipócrita é aquele senhor que enche a cara depois do serviço para fugir dos problemas do cotidiano, mas ao mesmo tempo condena o outro que faz o mesmo fumando maconha. Diz que quem fuma maconha, fuma para fugir da realidade, mascarar os problemas, mas no fim esse é o motivo que ele tem para beber. Bebe para descontrair, desinibir, para relaxar. Fuma para descontrair, desinibir, para relaxar. Qual a diferença? Uma é lícita, outra ilícita.

Esse julgamento pessoal é influencia de uma realidade hoje incontrolável, o crime organizado é movimentado pelas drogas ilícitas, o desenvolvimento comercial das drogas é enorme, sendo o carro chefe deste comércio a maconha. Como controlar isso? Legalizando. Permitindo às pessoas poderem utilizar-se desta droga da mesma forma como utilizam o cigarro e a cerveja. Legalizando, o controle sobre o comércio e os usuários será muito mais fácil, o dinheiro do comércio não irá para o crime, mas sim para campanhas educacionais como por exemplo é feito com o cigarro, o que por sinal tem funcionado e muito no combate ao fumo.

Claro que este tipo de liberação tem que ser feita aos poucos e de uma forma controlada, libere primeiramente o consumo em casa e a comercialização de uma forma restrita e controlada, depois se pode criar áreas de convivência direcionadas a essas pessoas, de uma forma que haja respeito com a opção das outras pessoas de não consumir estes produtos, assim como deveria ser feito, e está sendo agora, com o cigarro.

Podem dizer que liberar a maconha é um passo para a liberação da cocaína, heroína, crack e outras, mas estas drogas estão em outro patamar, elas, em pouca quantidade, causam efeitos alucinógenos rápidos, agressivos e nocivos, tanto física como emocionalmente na maioria absoluta que consome. Ao contrario da maconha e o álcool, aonde a maioria absoluta não desenvolve uma dependência e, em níveis razoáveis, a mantém-se o controle emocional, Claro que os excessos existem, mas no caso das drogas “pesadas” o mínimo já é um excesso.

A maconha é o principal produto comercializado pelo crime organizado, e a grande maioria dos que passam para as drogas pesadas passaram pela maconha, assim como passaram pelo álcool e o cigarro, mas a grande maioria dos que consomem maconha nunca experimentou estas drogas e partiu para dependência.

Liberar o consumo da maconha é um passo na luta contra o crime organizado, utilizando todo o potencial econômico deste produto e, ao mesmo tempo um passo na luta pela conscientização da população sobre os efeitos deste produto. Porque traz a tona um debate mais aberto e com mais informações, muito alem de “não fume porque é ilegal” ou “não fume porque faz mal”, pois hoje, estes são os argumentos utilizados até mesmo na mídia para impedir o consumo. Devemos prosseguir como está sendo feito e com muito sucesso com o cigarro, conscientizando os usuários com campanhas publicitárias e ações públicas com o dinheiro dos impostos pagos pelas próprias pessoas que lucram com este comércio.